‘A vontade de poucos não pode atrapalhar a vida de muitos’, diz Bruno Scaffidi sobre controle de acesso na Estrada dos Índios no limite entre Arujá e Itaquá

Moradores de Itaquá só concordam com proposta se o controle for por meio de câmeras de monitoramento

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

No ‘apagar das luzes’ do mandato do prefeito José Luiz Monteiro (MDB), o Zé Luiz, a população interessada na instalação de um controle de acesso na Estrada dos Índios, no limite entre Arujá e Itaquaquecetuba, tem tudo para ‘levar a melhor’ nesse embate.

Por meio do decreto municipal 6448/2015, criado por Abel Larini (PL) e promulgado por Zé Luiz, os líderes do movimento favorável ao fechamento conseguiram o embasamento legal para a medida.

Com início na Rodovia Mogi-Dutra (SP-88), em Arujá, a Estrada dos Índios passa pelas entradas dos condomínios Arujá Hills e por diversas unidades de Arujazinho. Devido a isso, o movimento pelo controle de acesso nasceu nos condomínios privados. Esse é ponto que divide os favoráveis dos contrários à medida, como é o caso do empresário Bruno Scaffidi, morador de Itaquá.

“A vontade de poucos não pode atrapalhar a vida de muitos. Um absurdo você querer tirar, cercear, dificultar o direto de ir e vir em uma estrada pública, que pertence a toda a região. [A estrada] nunca foi e nunca fez parte do condomínio. Sempre fez ligação entre Arujá e Itaquá, e antigamente ia até Jacareí. Estrada secular, que realmente é da época dos índios”, explicou.

À frente do movimento contrário, Scaffidi lembra que essa não é a primeira vez em que a proposta vem à tona.

“O decreto autoriza o controle de acesso, mas não deixa claro se isso vai ocorrer por meio de câmeras, se vão parar os carros, ou seja, está em aberto. Isso está deixando todo mundo temerário, porque quer dizer que, de repente, podemos encontrar uma cancela ou um guarda querendo os nossos documentos para a gente transitar em uma estrada estadual”, criticou o empresário.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Arujá afirmou que “não há requerimento ou autorização do prefeito para o fechamento da via, mas, tão somente para o controle de acesso, que será realizado de maneira eletrônica.” “A medida não deverá causar impedimento ao tráfego, tampouco seu represamento. O objetivo de tal projeto é buscar a melhoria da segurança para todos que utilizam a via, independentemente se for morador de Arujá ou Itaquá. O interesse é público. O referido projeto foi tratado pelos técnicos dos condomínios e representantes da municipalidade de Arujá, incluindo o Departamento de Trânsito e a GCM, logo, não há ilegalidade na iniciativa.”

Gazeta Regional

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