Abre alas que a morte vai passar

Da Redação / Arte: André Jesus

Palavras do Dr. Celso Ferreira Ramos Filho, presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, lamentando a morte do Dr. Ricardo José Lopes da Cruz, em 7 de dezembro. “… após dez meses de pandemia, a percepção errônea de que a transmissão está em vias de se extinguir levou a um relaxamento das normas de distanciamento social, o que aumentou a transmissão comunitária do Covid-19…”.

A percepção errônea é estimulada e coonestada por uma política homicida por parte de autoridades municipais, estaduais e federais, que trocam votos e apoios por uma proposta indulgente e sedutora, que pode ser popular e atraente, mas que é simplesmente homicida.

Ricardo Cruz morreu, apesar de ser submetido a um tratamento caro, sofisticado e disponível a uma minoria dos brasileiros. Isto demonstra a miopia, a desumanidade, a negligência e a criminosa irresponsabilidade histórica de políticos e mandatários que propõem aumento de números de leitos de UTI ou extensão do horário de funcionamento de aparelhos de tomografia computadorizada, trocando essas aparentes benesses de apelo popular pela liberação de eventos e de situações que inevitavelmente agravaram, agravam e agravarão a transmissão da doença. O número de casos aumentarão e consequentemente um indesculpável aumento de mortes.

Também lamentamos a morte do médico e a de outras vidas que serão assassinadas pela política homicida que estamos vivendo e, infelizmente, morrendo.

Gazeta Regional

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