‘Aceitei participar do governo Caio Cunha para transformar o Brasil a partir de Mogi’

Novo secretário de Educação fala dos desafios que terá à frente da rede municipal de ensino

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Educação – 28 de abril -, o novo secretário municipal de Educação de Mogi das Cruzes, André Stábile, garantiu que o prefeito Caio Cunha (PODE) tomou a decisão de colocar a Educação no centro do projeto de desenvolvimento municipal, tornando o ensino o principal vetor do progresso. Nesse sentido, a Pasta já articula soluções nas sete dimensões da educação: acesso, formação de professores, aprimoramento das práticas pedagógicas, administração das escolas, intensificar a aproximação com as famílias, trazer novos e grandes parceiros de apoio e sistemas de monitoramento e avaliação de indicadores para acompanharmos a aprendizagem de cada estudante da cidade.

Confira os principais trechos da entrevista:

Gazeta Regional (GR): O prefeito Caio Cunha está propondo um Pacto Municipal pela Educação. Quais são as principais propostas para esse plano?

André Stábile: O prefeito inicia um novo momento da Educação pelo ponto certo, que é o Pacto. Transformar as pessoas pela Educação é uma atividade complexa e requer profundos conhecimentos especializados que passam pelos professores e também pela Saúde, pela Assistência Social, pela Cultura, pelo Esporte. Além disso, os demais setores públicos e instâncias governamentais serão convidados à cooperação, e o Pacto inclui as empresas e as organizações do Terceiro Setor. Essa é a visão da Educação Integral expressa claramente no Plano de Governo e que considero a mais adequada para o século XXI.

GR: Quais são as necessidades já identificadas para a Educação?

Stábile: Já foi possível identificar as necessidades de curto, médio e longo prazo, que são as mais estruturantes, em linha com o disposto no plano de governo do prefeito Caio Cunha. Chamou nossa atenção que a primeira menção foi justamente o acesso de crianças que até aqui estavam invisíveis, fora da escola, numa lista de espera, essa será a nossa prioridade absoluta. Ao mesmo tempo existe uma demanda por escuta, para integrar os sentimentos das crianças, das famílias e dos profissionais da educação, que cresceu muito diante da pandemia e da suspensão das aulas presenciais.

GR: Como pretende diminuir as diferenças entre o ensino público e o privado?

Stábile: Em abril fizemos a integração dessas dimensões em abril e agora temos um amplo conjunto de mais de 120 projetos, programas, políticas públicas e ações mais objetivas para reduzir essas desigualdades porque a definição de qualidade deve, obrigatoriamente, inserir a visão da equidade, incluindo todos. Dentre outras coisas, faremos gestão para reduzir as diferenças entre as escolas criando um ecossistema de escolas de aplicação onde as melhores práticas pedagógicas serão disponibilizadas a todos os professores, a partir dos professores de maior experiência, tal qual os modelos de residência pedagógicas que mais deram certo no mundo e que, aqui no Brasil, foram apenas parcialmente implementados.

GR: A volta às aulas presenciais está prevista para a próxima segunda-feira (3), de forma gradual. A estrutura está pronta para que isso ocorra com tranquilidade?

Stábile: As equipes da Secretaria Municipal de Educação estão dedicadas à preparar as escolas, identificar pontos frágeis e implementar as correções necessárias para receber os estudantes, as famílias e os profissionais da Educação com o máximo de segurança possível, observando todos os protocolos. Entretanto é preciso observar a experiência internacional que tem nos mostrado que haverá retrações e ampliações nessa retomada gradual porque entendemos que a preservação da vida vem primeiro. A definição sobre a segurança epidemiológica vem das autoridades sanitárias e depois trabalharemos sem descanso para recuperar a aprendizagem dos alunos. Como diz a vice-prefeita Priscila, nossa missão é não deixarmos mais nenhuma criança para trás.

Gazeta Regional

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