Arujá é pioneira na região com implantação do e-SUS  

 

Desde 2014, o município oferece atendimento rápido, unificado e eficaz para os usuários que utilizam a rede básica de saúde. Fotos: Lailson Nascimento

 

Por Irânia Souza

De Arujá

 

Por determinação do Ministério da Saúde, todos os municípios do Brasil terão de implantar, até o final de junho, o e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB). Na região do Alto Tietê, Arujá está bem adiantada, já que, desde abril de 2014, a Secretaria Municipal de Saúde do município vem desenvolvendo treinamentos, ajustes, adaptação de profissionais e investimentos em equipamentos para atender melhor a população com a utilização do programa.

Segundo a responsável pela pasta, Clarinda de Fátima Carneiro, o resultado pode ser observado na prática. “No início, a implantação do e-SUS foi difícil, principalmente para os profissionais de saúde, que estavam acostumados com o antigo sistema. Mas, aos poucos, fomos nos adaptando e, hoje, quando acontece alguma falha no programa, a sensação é de pânico”.

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De acordo com dados divulgados pela secretária, foram investidos R$ 200 mil em equipamentos de informática e instalação da rede de dados e infraestrutura nos locais de atendimento. Do total, R$ 120 mil foram repassados pelo Ministério da Saúde, por meio do programa SISREG (que controla agendamento dos serviços contratados e agendamento para especialidades médicas).

Durante o período, 168 profissionais da rede receberam treinamentos e 72.958 usuários foram cadastrados no novo sistema. Segundo a secretária, quase 100% da população que utiliza a rede pública de saúde está conectada ao e-SUS. “Nós temos hoje 84 mil habitantes e muitas vezes o mesmo paciente é atendido em mais de uma unidade, pois ainda não temos o programa Saúde da Família implantado em 100% o município, então eles passam na unidade que acham melhor”, afirmou Clarinda.

Atualmente, seis unidades básicas de saúde de Arujá trabalham com o e-SUS. A secretária de Saúde fez questão de ressaltar que uma das vantagens do programa é a eliminação de papel. “Antes, na recepção, eu tinha de ter um número grande de recepcionistas, um funcionário no arquivo, porque sumia prontuário, a demora no atendimento, pois as guias eram preenchidas à mão. Então, tudo isso foi eliminado, o que facilitou muito o nosso trabalho”.

Outra vantagem do e-SUS é a emissão de receituário, guia de exame e encaminhamento automaticamente. “O paciente não precisa se preocupar mais com a letra do médico quando vai à farmácia solicitar o medicamento, tudo já sai impresso e legível no ato da consulta”, disse a secretária.

A recepcionista Vanessa Cristina fala da diferença no atendimento. Segundo ela, o que antes gerava fila, agora é motivo de espanto para quem chega ao Centro de Saúde ll. “As pessoas nos questionam se têm médicos ou se o atendimento está normal, devido à ausência de pacientes. A agilidade e a eficácia do programa permitiu que o tempo de agendamento para as consultas diminuísse. Basta o paciente comparecer com o cartão SUS, verificamos, atualizamos e fazemos o agendamento”, frisa.

O sistema é único e permite relatório automático de todos os programas do Governo Federal e esses dados geram recursos para o município por meio do PAB variável (Piso de Atenção Básica).

 

e-SUS Odontológico

Foi lançado recentemente pelo Ministério da Saúde o e-SUS para atendimento odontológico. Em Arujá, o programa já está em fase de implantação na rede pública, tendo 12 profissionais da área recebendo treinamento.

 

Outras cidades

A Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes informou que o programa também está sendo implantado na cidade. Recentemente, alguns técnicos foram capacitados para atuar no programa.

Já em Guararema, a Secretaria de Saúde afirmou que e-SUS é um programa vinculado às equipes de Estratégia de Saúde da Família, que o município não possui, mas que já está estudando a sua implantação. Após isso, será possível a implantação do e-SUS, que também é uma meta da administração.

A Secretaria de Saúde de Salesópolis informou que utiliza o e-SUS para atendimentos domiciliares e atividades coletivas ligadas ao PSF, pois também não possui equipes de Estratégia de Saúde da Família.

Em Biritiba Mirim, a implantação do programa nas cinco unidades de saúde do município está sendo finalizada.

 

Gazeta Regional

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