Audiência Pública discute a permanência do Iamspe na Santa Casa de Mogi das Cruzes

Unidade atente cerca de 30 mil funcionários públicos do Alto Tietê, além de seus dependentes

Da Redação / Foto: Reprodução Rede Alesp

Ato solene organizado pela deputada Márcia Lia (PT) na segunda-feira (14), em ambiente virtual, reuniu funcionários públicos e beneficiários que utilizam os serviços de saúde oferecidos pelo Instituto de Iamspe (Assistência Médica ao Servidor Público de São Paulo) da região de Mogi das Cruzes.

Segundo a deputada, “a Santa Casa quer renovar o convênio com o Iamspe, mas para isso é necessário a renegociação do valor, já que o hospital alega que ele não é suficiente nem para cobrir seus gastos.” Ainda completou dizendo que o povo de Mogi das Cruzes não pode depender de outras unidades, por ficarem distantes.

Para a solução desse entrave, a parlamentar sugeriu uma comissão com vereadores da cidade e a união dos servidores públicos para aumentar a pressão sobre o governo do Estado. Além disso, propôs a adesão de um abaixo-assinado e a criação de um projeto de lei que obrigue o Estado a oferecer o serviço, já que, segundo ela, “quando o Estado oferece um serviço pago, sua prestação é uma obrigação”.

A reunião também contou com a participação de professores, técnicos em enfermagem, beneficiários do serviço e outros funcionários públicos que reivindicaram a permanência da unidade em Mogi das Cruzes. Entre os argumentos, eles disseram que a saúde do funcionário público e de seus familiares merece respeito, já que eles pagam pelo serviço; e que a ausência do Iamspe pode acarretar em uma superlotação do SUS, que seria a única opção viável.

Iamspe

O Iamspe é um sistema de saúde que atende mais de 1,3 milhão de funcionários públicos no Estado de São Paulo. Atualmente, 173 cidades têm mais de 3 mil opções de serviços, segundo dados de seu site oficial.

A lei 17.293/2020 mudou a cobrança das alíquotas, que passaram a ser por idade, tanto para funcionários públicos, 2% para menores de 59 anos e 3% para maiores, quanto para beneficiários e agregados, que começaram a ser cobradas entre 0,5% a 3%.

Gazeta Regional

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