Barbeiro de Mogi gera empregos, ao dar trabalho à jovens por intermédio de curso

Ele diz que vontade de ajudar quem buscava uma chance surgiu desde que montou seu salão

Por Will Siqueira / Fotos: Bruno Arib

O piauiense Jorge da Silva Bastos tem 32 anos, é barbeiro desde 2006 e, nessa mesma época, montou o seu salão – na Rua Ipiranga, 307, centro de Mogi das Cruzes, onde permanece até hoje – no qual emprega jovens de 16 a 25 anos, ensinando a eles sua profissão, por meio de um curso que ele mesmo administra, e preparando-os para o mercado de trabalho.

Além disso, os alunos que se destacam no curso, realizado no próprio salão, passam a fazer a parte da equipe de Bastos. “No começo, o dono da barbearia só pensa em lucro. Qual foi a minha ideia? Pegar os recém-formados e dar oportunidade para treinarem, praticarem e prepara-los para o mercado. Como eu já tinha o meu salão, quis que eles tivessem o deles no futuro”, explicou o barbeiro.

“Não só querer ganhar com eles, mas passar um pouco do meu legado para eles”, comentou Bastos, para quem os jovens devem ser empreendedores: “Quando o barbeiro sai da minha barbearia, já sai instruído para montar a dele e viver disso; a gente ‘lapida’, os prepara e eles (jovens) seguem o caminho deles”, garantiu.

Em sua equipe de profissionais, Bastos tem atualmente seis barbeiros. “Por causa da quarentena [da Covid-19], tive de reduzir. De um lado [do salão], eu tinha seis, do outro, eu tinha seis; agora, estou com três de cada lado para o espaço ficar melhor e o cliente se sentir melhor”, disse. “Mesmo assim, continuo contratando. Como tem uma escala de folga, de segunda a quinta-feira, se eu vir que um rapaz está precisando e quer aprender um pouco, o escalo uma vez por semana e vem fazer um estágio comigo”, acrescentou Bastos.  

Mateus Araújo Campos, de 19 anos, é um dos que faz parte da equipe da Jorge Barbearia. “Estou nessa profissão faz oito meses e escolhi porque fui criando gosto, vendo uns vídeos no YouTube, daí começou a tendência de todo mundo deixar o ‘cabelo na régua’, e, aí, estamos na luta, cada dia melhorando”, contou.

“Hoje em dia, não me vejo mais trabalhando em outra coisa. Não tem um dia que eu não pense como vai ser o meu salãozinho, eu fecho o olho e já sei exatamente como eu quero que ele seja”, confidenciou o jovem.

Gazeta Regional

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