Barreira sanitária: veranistas dão desculpas de todos os tipos para ida a Caraguá

Apenas no primeiro dia da barreira sanitária foram abordados cerca de 500 veículos

Da Redação / Foto: Claudio Gomes – Divulgação

“As justificativas para a descida de veranistas para Caraguatatuba são as mais esdrúxulas possíveis, conforme constatado nas entrevistas feitas na barreira sanitária montada na entrada da cidade”, considera a gestão do prefeito Aguilar Junior (MDB). O objetivo é verificar as condições de saúde dos visitantes neste tempo de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Além de aferir a temperatura dos passageiros dos veículos, os fiscais de saúde pública e da vigilância sanitária estadual também fazem uma pesquisa para saber o local de procedência, e destino, bem como os motivos que os trazem à cidade.

“Cortar a grama da casa que estava grande, alimentar o gato, pagar o pedreiro, visitar a tia que não via há muito tempo foram algumas respostas dadas em algumas horas de bloqueio. Foram identificados muitos carros de fora, principalmente São Paulo, além de pessoas que se dirigiam para cidades da região”, acrescenta a prefeitura.

A estimativa da Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária, é que apenas no primeiro dia da barreira sanitária foram abordados cerca de 500 veículos. Pelo menos uma pessoa foi constatada com febre acima de 37,8 graus e orientada a procurar a UPA, hoje referência para a Covid.

A medida da barreira sanitária foi determinada pelo prefeito, com apoio do governo do Estado, para se prevenir contra a fuga de paulistanos que saíram da cidade devido ao super feriado de cinco dias decretado pela Prefeitura de São Paulo e de alguns municípios da região metropolitana.

“Turistas e veranistas são todos bem-vindos, mas este não é o momento para virem à cidade”, destacou o prefeito, reforçando a infraestrutura de saúde de Caraguatatuba que não está preparada para uma grande quantidade de pessoas.

Gazeta Regional

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