Bola da vez

Que o povo já não acredita mais em políticos, não é novidade. Agora, que os próprios políticos já não se aguentam mais, isso é novidade. O fato é que é tanta sujeira, que, se varrer, não vai ter caminhão que suporte. E, como um círculo vicioso, todos os dias as notícias são arrasadoras. São políticos delatando outros, e outros delatando outros e assim vai. A casa está caindo literalmente até para aqueles que se achavam imunes. É o caso de Lula e Dilma. Essa semana, mais um do governo deles foi preso: Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento, por desviar R$ 100 milhões da pasta.

Até quando isso vai durar? Não sabemos. Mas ainda vai cair mais gente. Aguardem.

Em Mogi das Cruzes, esta semana, uma notícia pegou a maioria de surpresa. Junji Abe (PSD), ex-prefeito da cidade, resolveu desistir da pré-candidatura, depois de vários ataques por parte de uma propaganda partidária do PR, onde é lembrada a compra de merenda superfaturada. Junji nega, até porque o caso ainda está em julgamento. Mas seus bens foram confiscados pela Justiça e o político quase ficou inelegível. Foi por pouco.

Como a briga não se restringe apenas ao campo político-partidário, tomando outras formas, como uma agressão pessoal e até mesmo respingando em sua família – filhos e netos – ele tomou uma atitude drástica: não é mais pré-candidato.

Na base do come-quieto, o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD) deve fazer desse limão uma limonada. Com quase 80% de aprovação da população, acreditava-se que o Junji fosse o candidato com mais chances, já que teria a bênção do prefeito Marco Bertaiolli. Como não está mais na disputa, quem deve se beneficiar disso é Gondim, que já tentou três vezes o cargo e não conseguiu. Agora deve ser a sua vez.

Outros adversários políticos e que também estão na disputa pela Prefeitura de Mogi devem se beneficiar com a saída de Junji. É o caso de Mauro Araújo (PMDB) e Chico Bezerra (PSB), sem falar nos outros partidos medianos e nanicos.

 

Gazeta Regional

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