Bolsonaro desmente ligação com a morte de Marielle Franco

Testemunhas disseram que antes de Marielle ser morta, suspeito tinha ido ao condomínio de Bolsonaro e ele próprio liberado a entrada

Por Gabriel Dias / Foto: Divulgação

SÃO PAULO – O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), protagoniza mais uma polêmica envolvendo seu nome. Agora, Bolsonaro pode ser investigado pelo caso da morte da vereadora Marielle Franco, em março do ano passado, no Rio de Janeiro.

Marielle foi morta dentro do carro que estava com seu assessor. O veículo foi alvejado por tiros de grosso calibre. De acordo com as linhas de investigação do caso, e que envolve o nome do presidente da República, é que na noite do crime, antes de Marielle ser morta, um dos suspeitos, Élcio Queiroz, que dirigia o veículo que seguia o carro da vereadora, teria ido ao condomínio onde Jair Bolsonaro morava quando ainda era deputado.

Na portaria do residencial, Élcio Queiroz disse ao porteiro que iria à casa de Bolsonaro, foi então que o interfone tocou, e uma voz, segundo o porteiro, idêntica à do deputado, liberou a entrada de Élcio Queiroz no condomínio.

Já dentro do residencial, Élcio Queiroz desviou sua rota e, ao invés de ir até a casa de Jair Bolsonaro, ele se dirigiu até a residência do ex-policial Ronnie Lessa, suspeito de ser o atirador que matou Marielle.

Ao saber destas informações, Bolsonaro, na terça-feira (29) a noite, fez uma transmissão ao vivo pelo Facebook para falar das acusações. Ele nega ter autorizado a entrada de Élcio Queiroz no condomínio, e que naquele dia, não estava no Rio de Janeiro.

Câmeras de segurança mostram que na noite da morte de Marielle, Bolsonaro estava no Congresso. Nada contente com as informações sobre a investigação, Bolsonaro ainda diz que o porteiro mentiu, ou foi induzido a realizar um “falso testemunho contra sua pessoa.” “Ou então colocaram o que quiseram no papel e ele assinou o documento sem ao menos ler”, disse o presidente.

Bolsonaro confessou o desejo que tem de ser ouvido pelo Delegado que cuida do caso para que possa se defender.

Gazeta Regional

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