Bons tempos, boas coisas

Da Redação / Foto: Divulgação

Saudade do tempo em que os problemas nas praias da Baixada Santista eram apenas “pegar insolação” por conta de se expor muito tempo ao sol, ficar com a pele “queimada” e descascando por não usar bronzeador ou enfrentar as enormes filas para descer ou subir a serra. Bons tempos, boas coisas. Hoje, o que se vê são destroços de casas destruídas, lamaçal, corpos sendo retirados de escombros… Muita tristeza!

A culpa é de quem? Do governo estadual ou municipal, que sabem que durante o verão há sempre risco de desmoronamentos e deslizamentos de terra por conta das fortes chuvas e temporais dessa época do ano e nada fazem para impedir tais tragédias? É das pessoas que estabelecem suas moradias em barrancos, morros, encostas por geralmente não terem onde morar? Ou, simplesmente, a culpa é da “mãe natureza” por fazer com que chova e chova muito aqui no Brasil entre os meses de janeiro e março?

O fato, muito triste, é que as cenas descritas acima se repetiram, mais uma vez, na virada de segunda (2) para terça-feira (3), agora na Baixada Santista – Santos, São Vicente e Guarujá. Os trabalhos dos bombeiros continuam; nesse momento (até o fechamento dessa edição da GAZETA), infelizmente já há 29 pessoas mortas – incluindo dois bombeiros –, 42 desaparecidas e mais de 400 desabrigadas. Guarujá foi a cidade mais devastada pelas chuvas torrenciais.

Como ajuda, o Governo do Estado doou R$ 50 milhões para serem distribuídos entre as três cidades, conforme a necessidade de cada uma. Isso basta? Não é melhor prevenir que remediar? Senão, em todos os anos, veremos as mesmas tragédias acontecendo, porém em lugares diferentes.

O que acontecia apenas na Grande São Paulo e Capital, chegou até o litoral. Ano que vem, será no interior. Maus tempos, más coisas.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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