Caio Matheus responde a Ação Civil Pública por descaso com servidores

Dois anos depois de denúncia sobre a Garagem de Bertioga, situação está pior

Por Lailson Nascimento / Fotos: Marcelo Fontes

Ao que tudo indica, a situação dos servidores públicos de Bertioga que atuam no setor conhecido como “Garagem Municipal” só será resolvida quando o Tribunal do Trabalho da 2ª Região julgar a Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Bertioga. O caso, que já tramita em 2ª instância, aguarda andamento judicial.

Mais de dois anos depois de denunciar “as condições subumanas” as quais os funcionários são submetidos no ambiente de trabalho, o LEIA voltou ao local e constatou os mesmos problemas: Derramamento de óleo no chão; matagal; banheiro sem limpeza e transbordando após chuvas; ausência de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual); e barracão de madeira a ponto de ruir na cabeça dos trabalhadores.

Conforme publicado na edição anterior do jornal, o MPT (Ministério Público do Trabalho), após tomar conhecimento da denúncia feita à época pelo jornal GAZETA – do Grupo Leia Comunicação – também entrou na situação em dezembro de 2018, quando propôs ao governo Caio Matheus (PSDB) um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) no sentido de se melhorar as condições de trabalho no local.

TACs são documentos utilizados em situações em que é necessário que o denunciado se comprometa a ajustar condutas consideradas ilegais. No entendimento de servidores da Garagem Municipal, o governo Caio Matheus “não considera sujeitar os servidores do povo ao descaso, pois trata o próprio Ministério Público com descaso.”

“Nós fomos transferidos para esse local porque reclamamos que no outro espaço nós estávamos convivendo com riscos ambientais (tanque de combustível) sem o direito ao pagamento de insalubridade. Devido a isso a prefeitura nos despejou aqui. A sala de descanso só tem alguns móveis porque nós mesmos pegamos do cata-treco. Gás de cozinha e café da manhã nós só temos porque fazemos vaquinha. O resultado disso é que alguns funcionários deixaram de vir trabalhar por desgosto, depressão. Lá (antigo endereço) parecia um palácio presidencial em relação a esse endereço”, resumiu um funcionário que não terá a identidade revelada.

PREFEITURA NÃO SE MANIFESTA – A gestão Caio Matheus foi questionada, mas não se manifestou até o fechamento da edição.

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