Câmara de Mogi das Cruzes quer mais ação de Marcus Melo pela volta do comércio

Grupo de vereadores quer que o prefeito permita a retomada da economia por meio de decreto municipal

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação

Parte dos vereadores de Mogi das Cruzes iniciou, nessa semana, um movimento para cobrar ações mais efetivas por parte do prefeito Marcus Melo (PSDB) quanto à retomada do funcionamento de setores da economia afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Diante de uma taxa de mais de 4 mil desempregos em dois meses (reportagem completa na página três) na cidade, o grupo está certo de uma coisa: “Está na hora de o nosso prefeito assumir essa responsabilidade e a Câmara Municipal vai cobrar isso dele.”

A fala é do vereador Mauro Araujo (MDB). Em entrevista à GAZETA, ele explicou os motivos que o levaram a apresentar requerimento ao prefeito pedindo para que ele, por decreto, se posicione contra o Plano São Paulo e anuncie medidas para reabrir alguns setores do comércio do município.

“Nós vamos cobrar do prefeito que ele faça, e não que peça para o governador para fazer. A gente sabe que ele fala que é a favor da flexibilização, mas não toma uma atitude. É igual à questão do pedágio: ficar de bate-papo com o governador João Doria [PSDB] a gente já viu que ão resolve nada. É o pior governador da história de São Paulo para Mogi das Cruzes”, afirmou o parlamentar.


E continuou: “O que a gente quer do prefeito é uma atitude concreta. Ele tem que baixar um decreto colocando Mogi na fase 2, assim como o prefeito de São Bernardo do Campo, que tem números piores do que os de Mogi das Cruzes, fez. E ele é do mesmo partido do governador também, o prefeito Orlando Morando.”

Mauro Araujo explicou as medidas mais enérgicas defendidas por ele e pelos vereadores Sadao Sakai (PL); Caio Cunha (Podemos); Carlos Evaristo (PSB); Diego Martins (MDB), o Diegão; Fernanda Moreno (MDB); Francimário Vieira (PL), o Farofa; Marcos Furlan (DEM); e Péricles Bauab (PL).

“O que a gente quer é uma flexibilização com responsabilidade, não é liberar geral. É começar a liberar aos poucos com os cuidados necessários, até porque o próprio prefeito falou sobre os números da cidade: nós não chegamos nem a 50% da capacidade de atendimento nos hospitais. Quer dizer que temos condições. E mais do que isso: a capacidade fica ociosa enquanto nós estamos recebendo pacientes de outras cidades, até da capital, e São Paulo está liberado e Mogi está fechado”, reforçou.

Municipalidade

Na manhã de quinta-feira (28), o Legislativo recebeu o secretário municipal de Finanças, Clóvis Hatiw Lú, para uma audiência pública de prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2020. Na ocasião ele revelou o impacto da Covid-19 nas finanças do município: há uma queda estimada de R$ 100 milhões na receita da administração municipal.

Gazeta Regional

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