Caso que gerou denúncia contra Prefeitura de Itaquaquecetuba serve de alerta para a administração, comenta Silvani

Silvani: “Com esse caso, espero que o prefeito se atente mais para a fiscalização; Itaquá não pode mais servir para o despejo irregular de lixo”. Foto: Renan Xavier

 

Por Lailson Nascimento

De Itaquá

 

Os trabalhos da Comissão Processante (CP) terão início na manhã de quarta-feira, dia 18, quando os vereadores se reunirão para definir quais serão as ações e caminhos a serem seguidos para a investigação. A CP será composta pelos vereadores Silvani de Paula Lima (PP) – presidente -; Roberto Carlos do Nascimento Tito (PT), o Carlinhos da Minercal – relator -; e Roberto Letrista de Oliveira (PSDB) – membro.

Em entrevista ao Gazeta Regional, Silvani explicou que a CP se dará de forma imparcial. “A Câmara Municipal recebeu a denúncia protocolada pelo munícipe e, de forma praticamente unânime, decidiu formar a comissão. Da minha parte, vou aguardar o início dos trabalhos da comissão para investigar o caso e, dentro do prazo estabelecido, saber se o crime realmente ocorreu”, explicou.

Segundo ele, Mamoru terá direito a ampla defesa. “O prefeito tem o prazo do 90 dias para explicar à população de Itaquaquecetuba o que de fato acontece no terreno da Secretaria de Serviços Urbanos. Nesse período, ele terá a oportunidade de apresentar possíveis provas da administração municipal que levem a comissão a entender que não houve o crime. Mas tudo vai depender da investigação da comissão”, completou.

Sobre o risco do prefeito ter o mandato cassado, o presidente da CP não descartou a possibilidade. “A Lei Orgânica do município prevê esse tipo de punição. Entretanto, mais uma vez é necessário ressaltar que tudo vai depender da investigação da comissão, e agora não é o momento para antecipar qualquer tipo de julgamento”, ponderou.

 

Avaliação

Desde o início do mandato de Mamoru, diversas foram as vezes em que os chamados bota-fora foram denunciados pela população e pelos próprios vereadores, tornando-se espécie de problema crônico no município.

Para Silvani, mesmo que, ao final das investigações, a denúncia não proceda, o caso deve servir de alerta para a administração. “Eu espero que, com esse caso, o prefeito se atente mais à fiscalização. Itaquá não pode mais servir de quintal para outras cidades despejarem seu lixo”, concluiu o vereador.

Gazeta Regional

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