Cena trágica

 

A investigação da “Máfia da Merenda” pela Assembleia Legislativa encontra resistência da base aliada do governador Geraldo Alckmin, do PSDB , principal interessada em que a CPI não vá em frente. Há deputados que são contra à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito, dizendo que o caso já está sendo investigado pela polícia civil, federal e pelo Ministério Público, a quem realmente compete punir os acusados. Neste caso, a OAB discorda, pois emitiu uma nota oficial afirmando ser de competência dos legisladores apurar supostos desvios na merenda escolar.

O fato é que estamos diante de mais um escândalo dentre tantos que invadiram as mídias impressa, televisiva e eletrônica para trazer à tona sujeiras e mais sujeiras que, se dependesse dos políticos que ocupam as cadeiras do Legislativo federal, estadual e municipal, acabariam em pizza, pois a maioria deles tem um rabo preso e não quer ver seu nome ou de algum militante de seu partido exposto nas páginas dos jornais, redes sociais ou seus rostos mostrados pelas emissoras de TV.

A indignação tomou conta dos estudantes secundaristas, que invadiram a Assembleia Legislativa, pedindo a instalação da CPI, enquanto outros ocupavam as escolas técnicas reclamando da merenda pouco nutritiva e dos cortes feitos pelo governador Alckmin nos repasses à educação.

Enquanto isso, o deputado tucano Fernando Capez, que tem seu nome na lista dos envolvidos no desvio da merenda, cuja facilitadora era a empresa Coaf, apontada como “cabeça” das fraudes, afirma que a primeira a ser investigada deve ser a Secretaria da Educação, responsável pelos contratos.

Na região, deputados batem cabeça, uns contra e outros a favor da CPI, por medo de terem seus nomes ou colegas envolvidos no escândalo da merenda. Mas eles negam, dizendo que dependem do apoio da maioria da bancada para assinar a lista.

E nós assistimos mais uma trágica história de corrupção política.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*