Chuvas assolam bairros de São Sebastião e prefeitura dá assistência aos desabrigados

Apoio: Administração municipal não cessou a ajuda a famílias que foram duramente afetadas durante chuvas mais fortes

Por Aristides Barros / Fotos: Bruno Arib

Dias depois que as fortes chuvas levaram a destruição para algumas localidades de São Sebastião – como no Barequeçaba, onde casas vieram abaixo após um morro praticamente se desmanchar, e na comunidade do Lobo Guará, onde os moradores ficaram com água acima da cintura -, com a enchente provocada pelo transbordamento do Rio Cambury, o jornal foi ver como ficou a situação da população das localidades seriamente afetadas pelo clima chuvoso, que ainda persiste.

Na Comunidade Lobo Guará os moradores disseram o que foi ouvido em outros locais que os repórteres passaram seguindo os estragos da chuva. “A prefeitura deu toda a assistência que estávamos precisando”, disse o aposentado João Alberto Lima Gomes, de 66 anos.

“A prefeitura [de São Sebastião] deu toda a assistência que estávamos precisando”
Alberto Lima

Ele deu a dimensão do drama enfrentado. “Todo o Guará ficou debaixo da água. Mas tivemos o apoio total da prefeitura, que veio com um caminhão com água e outro com alimentos, roupas e cesta básica”, revelou o aposentado, que mora na localidade há sete anos.

O pensionista Eduardo Henrique Cruz de Miranda, 58, endossou o que disse o vizinho. “Não ficamos desassistidos, tivemos uma assistência muito boa. A prefeitura tratou de encher o reservatório de água que temos na comunidade. Durante o tempo em que ficamos sob a enchente só dava para andar de barco, logo que a água baixou veio a ajuda da prefeitura porque deu para eles entrarem no Guará”, comentou. Miranda mora no local há pouco mais de dois anos.

“Não ficamos desassistidos, tivemos uma assistência boa”
Eduardo Cruz Miranda

Uma das moradoras mais antigas, a dona de casa Luzinete Damasceno, 41, que vive na comunidade já há 22 anos, disse que essa foi a segunda grande enchente enfrentada pelo Lobo Guará. “Mandaram a ajuda para todos nós na forma de colchões, roupas, alimentação e água potável. Foi muito bom saber que não estamos sozinhos nesse momento de dificuldade”, assinalou.

“Mandaram a ajuda para todos nós na forma de colchões, roupas, alimentação e água potável”
Luzinete Damasceno

Todos os entrevistados afirmaram que essa foi a primeira vez que a prefeitura deu ampla assistência, que nos governos anteriores tiveram que se virar por conta própria. “Essa administração se preocupa com os bairros carentes”, disseram, em coro, os moradores da comunidade.

De acordo com os moradores, no “Lobo Guará” moram aproximadamente 150 famílias.

MARESIAS – Um dos bairros mais badalados e que está entre os mais famosos de São Sebastião, Maresias também não ficou de fora dos problemas ocasionados pela chuva com o transbordamento do Rio Ipiranga – que “corta” toda a localidade.

O pedreiro Reinaldo Silva dos Santos, 36, viveu o pesadelo das águas. “Na minha casa a água chegou a uma altura de 25 centímetros. Tive que ‘subir’ os móveis para não perder nada. Mas teve muita gente lá que perdeu bastante coisa. A prefeitura ajudou o pessoal entregando colchões, roupas e cesta básica”, falou ele, que mora há 18 anos em Maresias, na Rua Porto Seguro.

“Na minha casa a água chegou a 25 centímetros”
Reinaldo Santos

Ainda em Maresias, a dona de casa Maria Augusta Vitoriana Bezerra, moradora no bairro há quatro anos, lembrou de outras enchentes que enfrentou. “A outra administração não ajudava quando acontecia as enchentes. Essa é diferente, eles vêm ajudar o povo”, disse, destacando que já perdeu móveis quando a água do Ipiranga subiu.

DOAÇÕES – O Fundo Social de Solidariedade de São Sebastião continua a arrecadar doações como colchões, toalhas de banho, roupa de cama e roupas em geral para as vítimas das chuvas. Também estão sendo arrecadados produtos de higiene pessoal, alimentos e produtos de limpeza.

As famílias que sentirem dúvidas quanto à segurança de suas residências devem abandonar os imóveis entrando em contato com a Defesa Civil. A Defesa Civil permanece com o monitoramento das áreas de risco e pede para população que em caso ocorrência ligue para os números de atendimento nos telefones 153 e 199.

Gazeta Regional

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