Clodoaldo se defende: “Eu não sou oportunista, acompanhei o problema”

Vereador se sentiu ofendido com as acusações dos moradores do Residencial Mirage e chegou até a registrar Boletim de Ocorrência. Foto: Marcelo Alvarenga/CCMC

 

Após reportagem veiculada na edição anterior, que retratou o drama vivido por moradores do Residencial Mirage, bairro que se tornou alvo de constantes assaltos, furtos, invasões de domicílios e tentativas de estupro, o vereador mogiano Clodoaldo Aparecido de Moraes (PR) procurou o Gazeta Regional para dar esclarecimentos.

Na reportagem, um grupo de moradores criticou a participação tardia do parlamentar, que foi acusado de oportunismo. Segundo eles, as principais medidas para combate do problema de segurança, como contratação de vigias noturnos, criação de grupos em aplicativos de celular para alertas e construção de um muro para dificultar o trânsito de usuários de droga e criminosos no local foi iniciativa dos próprios moradores.

Clodoaldo, ainda segundo estes moradores, estaria tentando tirar proveito eleitoral da organização autônoma. O republicano também foi descrito como “suspeito” por ter feito a queixa de construção de um muro no final da avenida Amazonas, pelo telefone 156, da Ouvidoria Geral do Município.

Ninguém ouvido pela reportagem o acusou diretamente.

Procurado pela reportagem para se manifestar antes da publicação, Clodoaldo não foi localizado em função do feriado prolongado de Corpus Christi.

 

Reação

Durante a semana, o vereador republicano indicou o nome de moradores que confirmariam sua atuação na busca por melhorias no bairro. Insatisfeito com as queixas à sua gestão, abriu um boletim de ocorrência por “injúria” contra as pessoas que o criticaram na edição anterior.

Clodoaldo afirma que o movimento de moradores do Residencial Mirage “está dividido em dois grupos”. Um deles teria contado com seu respaldo, enquanto o outro repudiou a participação de políticos.

O vereador defende que participou de diversas reuniões e manifestações no bairro, que agendou reunião no 17° Batalhão da Polícia Militar, realizada em 20 de abril, e, cinco dias depois, intermediou uma reunião de moradores do bairro com o secretário de Segurança do município, Eli Nepomuceno.

No dia 24 de maio, o republicano afirma que participou de reunião agendada por ele entre os moradores do Mirage com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na própria Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. A empresa teria se comprometido a fechar o acesso da via de servidão do bairro, onde ocorrem diversos assaltos e até tentativas de estupro.

 

Comissão

O corretor e técnico de edificação Rogério Domingos declarou-se indignado por não ter sido convidado para as reuniões realizadas por moradores da parte “de cima” do bairro. Embora destaque não ter simpatia por políticos, acredita que a participação do vereador Clodoaldo foi importante no agendamento da reunião com a Sabesp. “Se temos um político disponível, temos que usar. É para isso que pagamos tantos impostos”.

A moradora da rua Carmelino Jordana, Mônica Santos, acredita que o embate entre os moradores teve início quando parte deles foi contrária à construção do muro sem autorização prévia da prefeitura, enquanto a outra optou por erguer o muro, mesmo ciente do risco de a obra ser embargada. Ela destaca ainda que Clodoaldo intermediou as reuniões com a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo de Mogi das Cruzes, além de uma reunião com autoridades do 17° Batalhão da Polícia Militar.

 

Gazeta Regional

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