Com o projeto ‘Mogi 500 anos’, Caio Cunha promete mandato marcado pela inovação

Prefeito de Mogi das Cruzes quer mudar a forma ‘antiquada’ de se fazer política na cidade

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

Eleito prefeito de Mogi das Cruzes, com mais de 114 mil votos, Caio Cunha (PODE) passou a semana concedendo entrevistas para a imprensa da região. Para a GAZETA, ele falou sobre a escolha de sua equipe e das primeiras ações que deve tomar assim que assumir a administração municipal, em janeiro de 2021. O destaque, entretanto, foi em relação ao projeto ‘Mogi 500 anos’, que carrega a principal característica de sua campanha: inovação.

Conforme Cunha defendeu ao longo da disputa eleitoral, o objetivo é ‘planejar a Mogi dos próximos 40 anos para que a cidade se desenvolva de forma planejada, equilibrada e sustentável.’ Para isso, o prefeito eleito vai criar a Secretaria Municipal de Inovação, Estratégia e Sustentabilidade.

Dentre outras coisas, a ideia é utilizar o conceito de ‘Cidades Inteligentes’, que aproveita os dados estatísticos gerados no cotidiano do município. O transporte público, por exemplo, pode contribuir continuamente no mapeamento do fluxo de trânsito de toda a cidade.

O ‘Mogi 500 anos’ visa projetar a cidade dos próximos 40 anos sem depender do ‘político de plantão’, explica Caio Cunha

“A ideia é que, até o final do mandato, isso se torne uma agência norteadora independente do Poder Público. E porque independente? Porque os próximos gestores têm que assumir um compromisso com o norte da cidade. Isso é importante porque, mesmo com a mudança de prefeitos, nenhum projeto seja interrompido. As grandes cidades, como Nova Iorque, Paris, não têm Plano Diretor. Na verdade existe um norte e, a partir disso, de forma orgânica e estratégica, a cidade vai sendo construída”, explicou.

Apesar disso, o prefeito eleito não garantiu a continuidade do Programa + Mogi EcoTietê, que prevê investimento de 69 milhões de dólares na região de César de Souza e foi iniciado pelo atual administrador, Marcus Melo (PSDB). Segundo Cunha, esse e outros contratos serão revisados já no início do mandato.

“Os primeiros cem dias [de governo] vão definir os próximos quatros anos. A gente vai mergulhar nesses cem dias para criar, com mais informações, como vai ser o nosso plano de governo para esses próximos quatro anos. Eu tomei muito cuidado para não fazer promessas malucas. O que me comprometi a fazer é viável e possível”, concluiu.

Gazeta Regional

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