Condemat reivindica ação emergencial para enchentes no Alto Tietê

Em reunião na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, prefeitos apresentam relação de córregos e rios que precisam de serviços

Da Redação / Foto: Ney Sarmento-PMMC

Prefeitos do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) participaram de uma reunião na tarde desta quinta-feira (16) com o secretário estadual Marcos Penido e a equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente para tratar de obras de limpeza e desassoreamento de rios e córregos da Região.

Os representantes do Condemat reivindicam uma ação emergencial para minimizar os impactos das chuvas nas cidades, assim como um cronograma de obras maiores para o controle das enchentes.

Um dos principais pedidos é a ampliação dos serviços de desassoreamento em execução no Rio Tietê, nos trechos de Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes, com avanço imediato das intervenções para Poá e Suzano.

O secretário Marcos Penido (esq.) e o prefeito de Mogi, Marcus Melo (dir.)

“Como é um desassoreamento já em andamento, solicitamos ao Estado que estude a possibilidade dessa ampliação no curto prazo, o que refletirá imediatamente no controle das enchentes, enquanto se viabiliza outros projetos”, explica o presidente do Condemat, Marcus Melo (PSDB), prefeito de Mogi das Cruzes.

O secretário Penido determinou que a superintendência do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) avalie o pedido do Condemat e a expectativa é de uma resposta nos próximos dias.

“Se for possível, vamos fazer sim”, diz o secretário, que apresentou aos prefeitos o plano de ações e investimentos para o biênio 2020/2021 na área do Condemat. 

Estão previstos, com recursos do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos),  R$ 12,6 milhões em obras de limpeza e desassoreamento nos Rios Guaió (Suzano), Jaguari (Suzano e Itaquaquecetuba) e Rio Jundiaí (Mogi das Cruzes), nos Córregos Itaim (Poá) e Pedrinhas (Guarulhos), além do projeto de obras para o Córrego Três Pontes (São Paulo e Itaquaquecetuba).

Também estão previstos mais R$ 23,5 milhões em projetos, monitoramento e desassoreamento do Córrego Caputera, Rios Jundiaí, Guaió e Tietê.

O Consórcio apresentou uma relação detalhada, por município, dos córregos e rios que precisam de intervenções. São, ao todo, 74 pontos que causam alagamentos e enchentes.

Com o Estado serão definidas as prioridades e se buscar recursos, junto ao Fehidro, para o atendimento das demandas. Uma das tratativas encaminhadas é para, em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, antecipar ainda para o primeiro trimestre o chamamento para apresentação de novos projetos junto ao Fehidro.

Gazeta Regional

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