Contrato do Hospital de Campanha de Poá é aprovado pelo Ministério Público de Contas

Durante o período que funcionou, a unidade de saúde atendeu quase 10 mil casos suspeitos

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

O MPC-SP (Ministério Público de Contas de São Paulo) aprovou as contas relativas ao Hospital de Campanha de Poá. A informação foi encontrada pela própria GAZETA, que vem acompanhando as análises dos contratos firmados pelas prefeituras da região na pandemia.

A unidade de saúde montada para o combate à Covid-19 no município prestou atendimento a mais de 9,6 mil pacientes durante o período de vigência de contrato – 2,4 mil por mês, em média -, segundo documento do órgão fiscalizador.

De acordo com informações da administração municipal repassadas ao MPC, o serviço funcionou entre o dia 1º de maio e 29 de agosto e custou R$ 930 mil aos cofres públicos. Considerando a quantidade de pacientes atendidos durante a prestação do serviço, a média de custo por paciente ficou em torno de R$ 96.

A gestão do hospital foi realizada pela OSS (Organização Social de Saúde) Sociedade Beneficente Caminho de Damasco (SBCD), que também atua nos ESFs (Estratégia Saúde da Família) de Poá. A unidade foi montada no CEME (Centro Municipal de Especialidades), atrás do Hospital Municipal Guido Guida, e recebeu toda estrutura para atendimento dos pacientes.

Conforme a GAZETA publicou, no início do serviço, o espaço contou com alguns diferenciais em relação a outros postos de atendimento para Covid-19 na região. Entre os diferenciais do serviço, houve o sistema Drive-Thru. O modelo de atendimento foi fundamental para diminuir o risco de contágio da doença por parte dos funcionários do hospital.

À reportagem, a coordenadora assistencial da Caminho de Damasco em Poá, Lucilia Auricchio, fez balanço positivo do período de trabalho junto ao hospital de campanha.

“Para enfrentamento na situação emergente de saúde pública advinda da pandemia, além da necessidade da gestão de RH, infraestrutura e equipamentos, a SBCD priorizou garantir uma assistência qualificada com processos assistenciais alinhados às normas técnicas da Anvisa e monitoramento diário de indicadores assistenciais, obtendo resultado satisfatório na prestação do serviço, como por exemplo a baixa taxa de mortalidade e sem casos de colaboradores positivados [para Covid-19]”, concluiu Lucilia Auricchio.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*