Coronavoucher: benefício ou empréstimo

Por André Saraiva Alves / Arte: Giovanna Figueiredo

Também conhecido como auxílio emergencial, no valor de R$ 600,00, destinado a trabalhadores informais, MEIS e outras classes socioeconômicas também vulgarmente chamados de “os invisíveis” que preenchessem os requisitos determinados pela Lei 13982/2020. Afinal perguntamos de onde esses valores viriam, se o Governo a todo tempo demonstra não deter caixa para o pagamento de tal monta.

Assim é realmente importante frisar que os cofres públicos não socorrem a sorte para simplesmente realizar o pagamento do auxílio, como outros países economicamente fortes e estáveis. No Brasil foi necessário um estudo bastante delicado, para que pudesse o Estado, socorrer essas classes sem ter a necessidade de realizar a tal famosa impressão da moeda e gerar o mal da inflação, como ocorreu nos anos 1980 a 1990.

Portanto para isso, já que não detemos esses bilhões de reais como faremos? A resposta a tal pergunta é simples: o Governo para conseguir pagar fará dívida. Dívida essa feita através da emissão de títulos públicos negociados através do tesouro direto, logo com qualquer pessoa (bancos, investidores, população) que realizem a compra desses instrumentos, que é uma das principais fontes de financiamento da estrutura do Governo, com a promessa de receber seu investimento em devolução no vencimento corrigido e com juros.

Mas e daí, se o Governo não detém tais valores e fará essa manobra de emprestar para auxiliar, como ele pagará? Acredita-se que o mercado econômico haja na forma de um V, ou seja, teremos uma drástica perda econômica durante pandemia (COVID-19), porém após ela se recupere de forma rápida, levando ao Estado, a recuperação tributária necessária, para que possa alçar com tranquilidade o pagamento desta dívida, ou ainda poderá realizar corte de despesas ou o aumento da carga de tributos.

Enfim, em resumo e na verdade, o pagamento desse auxílio é feito pela população no geral que detém com o Estado o fiel pagamento de suas dívidas fiscais e rotineiras, sejam eles empresários, empregados, ou seja, o povo e as instituições contribuintes como um todo com o Governo.

Gazeta Regional

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