DE e escola de Mogi onde leciona professor acusado de agredir cinegrafista ficam no silêncio

Agressão foi em Aparecida do Norte no feriado prolongado e dia em que se comemorava o Dia da Padroeira do Brasil  

Por Aristides Barros / Foto: Divulgação

O caso da agressão do professor Gustavo Milsoni ao repórter cinegrafista Leandro Matozo, ocorrido terça-feira (12), no Santuário de Aparecida do Norte, que ganhou repercussão nacional por meio de redes sociais e veículos de comunicação tradicionais está em completo silêncio ao menos na DE (Diretoria de Ensino da Região de Mogi das Cruzes) e também na Escola Estadual Cid Boucault, no Distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, onde leciona o professor acusado da agressão.

Na quinta-feira (14) a reportagem tentou contato com a DE pelos telefones da entidade e não obteve sucesso em nenhuma das ligações. Já na “Cid Boucault” o jornal conversou por telefone com a direção da escola que disse não estar autorizada a falar sobre o assunto. O jornalista deixou um contato para o professor dar sua versão sobre o episódio, e mantém espaço aberto para “a voz do mestre”.

Enquanto de um lado ecoa o silêncio em outros setores todos que falam reprovam a postura do educador. O Sindicato dos Jornalistas e o Sindicato dos Professores já emitiram notas em que repudiam a agressão considerando-a como um ato de covardia.

“O ato covarde se insere num contexto de intimidação cada vez mais recorrente contra profissionais de imprensa que estão nas ruas para cumprir a função social de levar informação às pessoas”, lamentou o Sindicato dos Jornalistas, pelas redes sociais, “a agressão é um ato de ataque à liberdade de imprensa. Atinge a ponta mais exposta nesse processo, que é o profissional da comunicação”, complementou.

A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo também emitiu nota dizendo que repudia todo e qualquer ato de violência, dentro ou fora do ambiente escolar. A Secretária e a Diretoria de Ensino estão apurando o fato e após a apuração, as medidas cabíveis serão tomadas. A Pasta ressalta que está à disposição para colaborar com o que for preciso.   

A agressão

O repórter cinegrafista foi agredido no Santuário de Aparecida após a sua equipe decidir realizar uma gravação externa do ambiente. Eles se preparavam para realizar uma transmissão ao vivo, quando tudo aconteceu. O agressor e o agressor foram conduzidos para uma companhia da PM, onde foi registrada uma Notificação de Ocorrência. A ocorrência deveria ser registrada em uma Delegacia de Polícia Civil.  

Durante o ataque, o agressor ofendeu os jornalistas com xingamentos contra eles e contra a Globo News, mídia à qual a equipe é filiada, e afirmou: “Se eu pudesse, matava vocês!”. O jornalista Victor Ferreira, que trabalha com Matozo, chamou os policiais militares.  

O professor não parou os ataques, se aproximou de Matozo e o agrediu fisicamente, com uma cabeçada em seu rosto. O cinegrafista teve sangramento no nariz.

“Registramos uma ocorrência na PM, que não quis conduzir o agressor para a delegacia para não “prender a viatura” no DP, alegando uma tal resolução 150. O agressor foi liberado antes mesmo que nós; e ainda pegou carona no carro da PM para voltar ao santuário”, relatou o repórter Victor Ferreira.  

Gazeta Regional

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