Descarte irregular de máscaras polui cidades e oceanos, alerta a Pioneira

A cada mês de pandemia, são jogadas 129 bilhões de máscaras e 65 bilhões de luvas nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico

Da Redação / Foto: Divulgação

Fernando Prado, diretor da Pioneira Saneamento – empresa responsável pela coleta e destinação de resíduos sólidos em diversos municípios, inclusive litorâneos -, cita um levantamento internacional para enfatizar a importância de todos os cidadãos descartarem corretamente  os itens de proteção individual contra o contágio pelo novo coronavírus: a entidade ambientalista internacional Ocean Conservancy adverte que, a cada mês de pandemia, são jogadas 129 bilhões de máscaras e 65 bilhões de luvas nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

“É fundamental que nós, brasileiros, não nos incluamos entre os responsáveis por essas preocupantes estatísticas. Máscaras e todos os equipamentos de proteção individual salvam vidas e devem continuar sendo utilizadas por todos, mas sem causar danos ao meio ambiente urbano e marítimo”, ressalta Prado, lamentando os relatos sobre o descarte irregular dos itens, que são jogados nas ruas e até nas praias.

Além da poluição, atirar máscaras e outros equipamentos de proteção individual em locais públicos agrava as taxas de contágio. Por isso, explica o diretor da Pioneira, “todos devem combater essa prática nociva, que contraria os princípios da cidadania, e ficar atentos ao descarte correto dos materiais.”

O descarte correto das máscaras, sejam de pano ou não, bem como de luvas e outros materiais de proteção, deve ser feito da seguinte maneira: colocar dentro de dois saquinhos plásticos (um dentro do outro), amarrar bem forte e jogar no lixo comum, preferencialmente no do banheiro. Nunca se deve colocá-las no material reciclável destinado à coleta seletiva.

“Agindo assim, as pessoas contribuem para o meio ambiente, ajudam a evitar o contágio e protegem a saúde dos coletores de resíduos sólidos, profissionais que têm sido fundamentais na pandemia, mantendo a cidade limpa, que, por isso mesmo, incluem-se entre os brasileiros combatentes na verdadeira guerra contra o inimigo invisível”, enfatiza Fernando Prado.

O diretor da Pioneira sugere que as pessoas deem preferência às máscaras de pano, que são bastante duráveis. Trata-se de opção mais barata do que as descartáveis, além de reduzirem o volume diário de resíduos sólidos, provocado pelo uso das máscaras de papel.

“Vamos seguir usando sempre os equipamentos de proteção individual, pois ainda estamos distantes da imunidade de rebanho propiciada pela vacinação, ainda em processo inicial em nosso país. Porém, vamos cuidar da saúde e do meio ambiente ao mesmo tempo”, conclui.

Gazeta Regional

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