Destino turístico de Santa Isabel, Monte Serrat vira ponto de tráfico

Famílias reclamam da falta de segurança; Prefeitura diz que depende de investimentos de europeus

Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

Um dos cartões postais mais visitados de Santa Isabel, o Monte Serrat, conhecido como “Mirante”, vive seu pior momento, segundo a própria população. Quem mora no bairro diz viver com medo, uma vez que nos finais de semana o local vira ponto de “fluxo do funk”. O foco das reclamações é o anexo que fica embaixo do ponto turístico.

Construído na década de 90, o local já foi, segundo alguns moradores da cidade, Batalhão da Polícia Militar, Secretaria de Segurança e Trânsito, casa clandestina para moradores de rua, e agora divide dois ‘serviços’: o de Motel a céu aberto e, também, o de ponto de comercialização de drogas.

Quem visita a área diz tomar cuidado com o que pode encontrar. Crianças são impedidas por seus pais de brincar em alguns pontos da área turística, já que o piso inferior é repleto de mato alto, preservativos, pinos de drogas, garrafas de vinho, energético, cervejas, roupas íntimas e fezes humanas.

As paredes do piso inferior do complexo estão todas pichadas, e em alguns pontos já não existe mais a tinta branca, que para os moradores são sinais da deterioração do espaço. O caminho por onde as pessoas podem dar a volta no piso inferior do complexo é coberto pelo mato e também repleto de buracos e restos de entulho.

O piso inferior do complexo divide espaço com terreno particular, e a única proteção que o proprietário desconhecido tem dos usuários de drogas que frequentam o espaço é uma cerca de arame farpado.

Apenas o piso superior do complexo foi revitalizado com bancos e lixeiras. De fundo fica a igreja do Monte Serrat. De tom amarelo, o templo religioso também virou alvo dos pichadores. Tanto em frente à igreja quanto em todo espaço turístico, a reportagem da GAZETA encontrou pinos de cocaína de cor preta e verde, sinais do intenso tráfico de drogas.

Gazeta Regional

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