Eduardo Bolsonaro tem potencial para ser embaixador, diz Ministro das Relações Exteriores

Governo elogia indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada em Washington, mas pode empacar no Senado federal
Por Gabriel Dias / Foto: Divulgação

Embora a última palavra seja a do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) continua a defender a ideia de manter o nome de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como potencial peça para ocupar o cargo de embaixador brasileiro, em Washington, nos EUA.

Na opinião do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, emitida nesta quarta-feira (17), Eduardo ficaria responsável por construir uma parceria com o Estados Unidos e que essa decisão ainda é uma prioridade do governo.

Araújo ainda ressalta que Eduardo tem muitos requisitos positivos que o permite ocupar o cargo de embaixador, mesmo sabendo que o filho do presidente da República não tem formação de diplomata.

Numa conversa com a imprensa na Argentina, onde cumpre agenda, o ministro reforçou dizendo que Eduardo é uma excelente escolha caso o presidente permaneça com a ideia de nomeá-lo à embaixada.

Em suas declarações, Araújo reflete o sentimento de que a indicação é mais política do que técnica, e que embora o filho do presidente não tenha formação de diplomata, é um experiente político. Ele completa especulando a possibilidade de Eduardo conseguir, por meio de seus conhecimentos, parcerias com o governo Norte-Americano, alavancando o Brasil. “Ele [Eduardo Bolsonaro], tem capacidade negociadora e política”, afirma o ministro.

Diferentemente de outros, Araújo se mostra cauteloso nas declarações referentes ao filho do presidente da República, já que no passado, o ministro que fosse contrário as ideias de Bolsonaro corria sérios riscos de sofrer retaliações.

No retrovisor desta história, quando a administração completava cinco meses de existência, três ministros que se revelaram contrários algumas ideias do atual governo chegaram a ser exonerados, a começar pelo ministro da Secretaria – Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, mandado embora em 18 de fevereiro; depois Ricardo Veléz, exonerado do ministério da Educação em 8 de abril; e em seguida, General Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido da Secretaria de Governo, em 13 de junho.

Algumas destas peças foram exoneradas do governo quando emitiram comentários à imprensa que de modo geral, noticiou estas declarações criticando o fato de Eduardo Bolsonaro não desgrudar de seu pai (presidente) nem mesmo nos encontros com outras personalidades de fora do País, como por exemplo a última conversa entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Jair Bolsonaro, na Casa Branca.

Ainda que esperançoso com a nomeação, o filho do presidente disse à imprensa estar disposto a deixar a Câmara para assumir a embaixada de Washington, no entanto, a posse de Eduardo ainda depende do Senado Federal, que vai avaliar a indicação e votar o documento.

Se recusada, o presidente deverá rever outro nome que se encaixe na embaixada, caso seja aprovada, Eduardo ganha a causa.

Gazeta Regional

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