Em entrevista, Aguilar Junior fala sobre expectativa para 2º mandato

Pesquisas independentes colocam Caraguatatuba na vanguarda do Brasil

Por Lailson Nascimento / Foto: Bruno Arib

LEIA:Caraguá tem se destacado em vários índices de qualidade de vida. A que se devem esses bons resultados?

Aguilar: Um trabalho que a gente vem fazendo há três anos. A construção civil, por exemplo, é a maneira mais rápida de se retomar a economia. A gente vem trabalhando fortíssimo nesse sentido. Regularização fundiária, que é um programa em que Caraguatatuba é pioneira e referência nacional, e isso dá segurança para quem quer investir, quer fazer negócios imobiliários. Segundo ponto: nós temos agora, para ser votado, a adequação do zoneamento ecológico econômico no Plano Diretor. Isso vai ser muito bom também, pois vamos ter áreas de ampliação na cidade e, consequentemente, novos negócios sendo gerados. A cidade, por si só, com suas belezas naturais, acolhedora, os índices de saúde, de educação, são referências. Temos uma estrutura de saúde muito boa, com três UPAs, Santa Casa, AME, Hospital Regional, só eu entreguei quatro UBSs e pretendo entregar mais duas nos próximos meses.

LEIA: Nesse segundo mandato, quais são as prioridades?

Aguilar: A prioridade do primeiro mandato foi a questão da saúde. Como foi bom investir em saúde, pois veja como isso reflete positivamente no atual momento. Enquanto vários prefeitos estão preocupados porque desativaram os hospitais de campanha, nós temos estrutura própria para atender a demanda e passar por esse momento tão difícil. Quero destacar, nesse segundo mandato, o enrocamento do Juqueriquerê, que é uma obra que a população espera há anos. Também temos o projeto de construir 20 quilômetros de ciclovias na cidade. Temos pavimentação de 309 ruas. Vamos, ainda, continuar investindo em saúde, em educação, fazendo novas creches, escolas, investir em um centro de especialidades médicas, esse é o grande foco.

LEIA: Pensa em mudanças no primeiro escalão de governo?

Aguilar: Pergunta difícil (risos). Tem sim. Sou muito grato por todo o trabalho que foi feito durante esses anos, mas é um novo mandato. Vamos repactuar a gestão, com novos projetos, então teremos mudanças.

LEIA: De que maneira deve ser a relação com a Câmara?

Aguilar: Eu tenho a seguinte máxima: prefeito é prefeito, vereador é vereador. São poderes distintos que têm que trabalhar independentes, mas em harmonia para a cidade. Eu venho de uma escola em que o meu avô foi vereador de São Sebastião, meu pai foi vereador, meu irmão vai para o terceiro mandato, então, se a gente trabalha em independência, com a Câmara fazendo o seu papel, mas sempre pensando de forma conjunta para o munícipe, eu respeito. Aceito todas as críticas administrativas de maneira muito boa, porque é natural.

LEIA: Prefeito, como está a situação da Covid-19 em Caraguá e de que forma a cidade deve se comportar no verão?

Aguilar Junior: A gente vem controlando desde março o nosso sistema de saúde e chegamos no meio de outubro a zerar o número de internações na UPA. Mas, como é uma estrutura fixa – nós não contratamos pessoas, nem equipamentos, nem hospital de campanha, é a nossa estrutura -, decidimos manter os serviços, até pela possibilidade de um novo aumento no número de casos. Qual a nossa preocupação? É com relação ao verão. Então criamos o programa Verão sem Covid, nós vamos envolver diversas secretarias, continuar com as propagandas e a conscientização em relação à utilização dos protocolos sanitários, temos uma grande preocupação que são as festas familiares. Outra preocupação, e que a gente pode coibir, é com relação aos bares e casas noturnas em que as pessoas ficam de pé. As casas até atendem os protocolos, mas as pessoas ficam de pé [o que aumenta o risco da propagação do vírus].

LEIA: O Estado tem ajudado?

Aguilar: Já estamos tratando com o Governo do Estado para que haja parceria tanto na fiscalização quanto nas campanhas de conscientização. O Estado mandou alguns respiradores, que estão na UPA, teve uma verba que veio no meio da pandemia, vieram cestas básicas, tem o Hospital Regional, e a gente tem dialogado com o Estado.

LEIA: Como fica a questão do turismo nesse momento?

Aguilar: Os turistas que vierem serão muito bem recebidos. Mas, pedimos que todos se adequem às normas sanitárias da cidade. O comerciante, de maneira geral, conseguiu entender os protocolos sanitários e vêm cumprindo. Portanto, se os comerciantes, aqueles que recebem as pessoas, cumprirem os protocolos e os turistas também cumprirem, a gente vai ter uma retomada, mesmo que gradativa, mas com segurança. É aí que nós precisamos chegar.

LEIA: A prefeitura pretende adotar barreiras sanitárias?

Aguilar: As barreiras sanitárias eram uma forma de evitar a entrada de pessoas com o vírus na cidade. Hoje o vírus está em todo lugar. Portanto, falar em barreira sanitária prejudicaria a mobilidade urbana, travaria a cidade. O que precisamos fazer agora é atender as normas sanitárias para que a gente diminua a proliferação ou o estímulo à proliferação. Esse é o grande ponto.

LEIA: Caberá o bom senso.

Aguilar: Por isso é que vamos trabalhar na conscientização. Vamos fiscalizar principalmente os comércios que têm as pessoas de pé. Teremos horários de funcionamento, tudo seguido ponto a ponto, conversado com a Associação Comercial. O objetivo é o equilíbrio entre manter vidas e empregos.

LEIA: O turismo é a grande aposta para a retomada econômica?

Aguilar: Eu acredito muito no turismo como um dos pontos. Nós temos um projeto de lei que está na Câmara, de incentivo à construção civil, então a gente também acredita muito nesse projeto, tanto nas obras particulares como também nas obras públicas. E também acredito no fortalecimento do nosso comércio. Acredito na retomada com mais força a partir do momento da vacina, seja ela qual for. Inclusive para retomar as aulas, os serviços públicos de maneira geral.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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