‘Enxergo que Bertioga pode mais’

Pré-candidata a prefeita, Lucília Goulart quer ir além da tradição do seu sobrenome

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação

Bertioga comemorou, em maio, 29 anos de emancipação político-administrativa. Por ser um dos municípios mais novos do Estado de São Paulo, tem potencial para crescer de maneira mais organizada, conforme a opinião da pré-candidata a prefeita Lucília Goulart (PL). Apesar de estar prestes a estrear em pleitos eleitorais, traz como bagagem uma vasta experiência no Poder Público. Prova disso é que exerceu o primeiro cargo no setor em 2002, quando assumiu a Secretaria de Habitação de Bertioga.

Em entrevista ao LEIA, ela falou sobre o momento da cidade e as ideias para o futuro. Confira os principais trechos.

Jornal LEIA: Uma breve apresentação sobre Lucília Goulart. Idade, formação profissional e experiência política em Bertioga – inclusive sobre a presidência do PL Mulher.

Lucília Goulart: Sou advogada, casada, tenho 42 anos de idade. Fui secretária de Habitação de Bertioga entre os anos de 2002 a 2008, logo após trabalhei como consultora jurídica no Programa Cidade Legal, que é o Programa Estadual de Regularização Fundiária do Estado de SP e em 2011 conclui o Mestrado na área de Direitos Difusos e Coletivos, passando a lecionar em faculdades. Desde 2017 atuo na assessoria do deputado estadual André do Prado. Estou na Presidência do PL Mulher desde 2015, e tive a oportunidade de desenvolver projetos voltados ao bem-estar e promoção da cidadania das mulheres da cidade. Dentre as ações realizadas vale destacar a participação em Conferências dos Direitos da Mulher, divulgação sobre os Direitos da população feminina através de posts e matérias, Atendimento Médico em Associações para promover a Saúde da Mulher, Oficinas com Mães conduzidas por assistente social e psicopedagoga, Oficinas de Culinária e o Projeto “PL Mulher Cidadã”, onde trabalhamos ações focadas na autoestima como pressuposto da saúde e exercício da cidadania.

LEIA: Bertioga tem o privilégio de ser uma das cidades mais novas de São Paulo. De que maneira isso é importante para planejar o futuro do município, do ponto de vista de políticas públicas?

Lucília: É justamente por Bertioga ser uma cidade muito nova, e ter sua população em sua maioria de jovens com menos de 30 anos também, que vejo a oportunidade de organizá-la de maneira muito eficiente, estruturando a cidade para que todas as áreas funcionem de maneira positiva, priorizando sempre o bem-estar da população e sua participação na tomada de decisões.

LEIA: A senhora traz consigo um dos sobrenomes mais tradicionais da política bertioguense. Até que ponto isso agrega nas futuras eleições?

Lucília: Minha família realmente tem um histórico de considerável reputação nessa cidade, a começar por minha querida avó que realizou grandes feitos na área social e depois com a minha mãe assumindo essa missão, a qual eu nasci participando e tomando com grande orgulho como minha. A maioria das pessoas nos reconhece por conta destas ações sociais voltadas às famílias mais humildes do município. Com muita naturalidade também passamos a colaborar em projetos desenvolvidos por Ongs em diversas áreas como a Inclusão, Proteção de Crianças e Adolescentes, Esporte, Saúde da Mulher, entre outras. Então ser reconhecida na cidade, não só pela história de meus familiares, mas também pela minha, impacta obviamente nas eleições.

LEIA: Apesar do sobrenome, tenho certeza que o seu projeto político tem autenticidade suficiente para o cargo que almeja. Nesse sentido, qual o seu maior sonho para Bertioga e que pode ser realizado caso seja eleita prefeita?

Lucília: Certamente que eu pleiteio este cargo principalmente por meus ideais, valores e projetos que acredito serem os melhores pela cidade e não pelo meu sobrenome, porque o que me torna preparada, é o coração que me sensibiliza pelos problemas da cidade. O meu sonho é, sem sombra de dúvidas, melhorar a situação da população, em termos econômicos, principalmente pós pandemia, emprego – relacionado ao potencial turístico, saúde e educação de qualidade, segurança em especial às mulheres, olhar e atuar pelas comunidades indígenas, herança valiosa do nosso município, são muitos planos contidos em um único projeto.

LEIA: De que maneira avalia a atual administração?

Lucília: Enxergo que Bertioga pode mais. Eu penso que um governo que se distancia das pessoas e se torna mais técnico que humano acaba por errar em determinadas situações, principalmente em uma cidade onde temos uma quantidade significativa de pessoas em vulnerabilidade social e que necessita de um conhecimento, uma atenção e uma proximidade com a população para entender e conseguir resolver cada caso e cada problema apresentado, a prefeitura tem de estar com a porta mais aberta à população.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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