Estações da CPTM em Itaquá estão largadas, reclamam passageiros que utilizam o serviço

Em pleno mês de aniversário de Itaquá, até o Estado esqueceu do município e dos usuários do transporte público

Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

Muitas pessoas que moram em Itaquaquecetuba não têm muito o que comemorar na data de aniversário de mais de 400 anos da cidade. Ao contrário, a grande maioria reclama das condições do município e também do transporte público, principalmente os da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A dor de cabeça de quem depende deste tipo de serviço já começa logo na entrada das estações da cidade (Aracaré, Estação Itaquaquecetuba e Manoel Feio). Quem depende deste tipo de transporte público, ao menos em Itaquá, precisa desafiar o medo e a insegurança para ter acesso à parte interna da estação e seguir com sua viagem.

As escadas que dão acesso às bilheterias são antigas e com sinais de desgastes. De acordo com usuários do transporte da estação Aracaré, quando uma composição passa a ponte treme, dando a sensação de que a estrutura pode ir ao chão a qualquer momento.

A entrada da estação também apresenta sinais de abandono e descaso com os trabalhadores. As grades ao longo da estação pelo lado de fora se tornaram bicicletário a céu aberto, sem nenhum tipo de segurança.

Também não existe iluminação, segundo usuários. “A noite as pessoas só atravessam em grupos, caso contrário, o risco de ser vítima de alguém mal-intencionado é muito grande. Eu particularmente evito passar por aqui a noite”, disse Antônio João.

“Isso [estação] mata gente, é uma das piores estações de Itaquá, é uma vergonha, um dos Estados mais ricos da União deveria ao menos dar o mínimo de atenção aos usuários do transporte público”, reclama Elton Ricardo.

“Eles [CPTM] deveriam colocar uma escada rolante na estação para o nosso conforto”

Neide Batista, passageira

Neide Batista vai mais além, e diz: “Já vi tanta gente cair nestas escadas e se machucar feio. As pessoas passam por aí com medo, aqui está abandonado. Eles deveriam colocar uma escada rolante nesta estação e dar mais conforto para nós”, sugere.

Ao menos na estação Aracaré, onde a reportagem esteve, as pessoas garantem que a estação é antiga e não passou por nenhuma modernização nos últimos anos. Isso porque cadeirantes, segundo a população usuária, só conseguem ter acesso aos trens caso sejam carregados por outras pessoas.

SILÊNCIO DA CPTM – Questionada se possui planos de melhorias para as três estações de trens da cidade, a empresa estatal não se manifestou até o fechamento dessa edição. O espaço segue aberto.

Gazeta Regional

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