Ex-apoiadora do vereador Lisandro de Suzano emplaca 2ª investigação contra ele

Mandato do parlamentar está na dependência do resultado de duas Comissões Processantes

Por Lailson Nascimento / Foto: Djalma Raphael

Quase 300 páginas assinadas pela advogada Ariana Anari Gil dão sustentação à segunda CP (Comissão Processante) aberta pela Câmara Municipal de Suzano contra o vereador Lisandro Frederico (PSD).

Acatada pelos parlamentares na sessão da última quarta-feira (27), a denúncia complica ainda mais a situação do parlamentar, que ao responder ao documento de Ariana deixou escapar o receio da cassação. “Cassar o meu mandato não significa cassar o meu trabalho. Eu estando aqui ou não, vou deixar uma mensagem à sociedade. Trabalho a gente não consegue extinguir com cassação de mandato.”

A denunciante é uma advogada da cidade que já foi presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) da cidade. Ela também se declara como antiga apoiadora de Lisandro.

Ela alega, no documento de quase 300 páginas, que o vereador “vem exercendo a vereança, em tese, com várias práticas incompatíveis, ilegais, ferindo os princípios da administração pública, e da ONG PAS estipulados no estatuto também, com quebra de decoro parlamentar e atitudes incompatíveis com a dignidade da Câmara Municipal, além, em tese, das práticas delituosos de concussão, corrupção passiva e peculato, caracterizando, em tese, toda a situação fática improbidade administrativa.”

A denunciante relata, ainda, que Lisandro exerceu o cargo de presidente de uma ONG mesmo sendo eleito vereador (o que é ilegal), que ele supostamente utilizaria o mandato para beneficiar esta ONG, assim como a organização seria administrada em prol o cargo político dele. Além disso, a advogada apontou que o parlamentar e seus assessores teriam mentindo durante depoimento no inquérito policial que investiga a suposta prática de “rachadinha” no gabinete de Lisandro.

OUTRO LADO – Lisandro se defendeu das acusações mantendo seu discurso que as denúncias têm “motivações políticas”. “Está nítido para a população o que está acontecendo”, argumentou ao sustentar sua defesa que as denúncias começaram após ele ter se declarado pré-candidato a prefeito de Suzano. O vereador também criticou o fato que a denunciante usou termos como “em tese” no texto da denúncia. “Não tem que ter ‘em tese’. Ela tem que provar”, afirmou.

Gazeta Regional

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