Façamos um brinde à morte e à violência!

Da Redação / Arte: Divulgação

Os simpatizantes da atual política de extermínio adotada no país, que mata indiscriminadamente a população da periferia, vibra e comemora o massacre ocorrido na favela de Paraisópolis.

A boca armada que celebra as mortes se junta ao braço armado que imputa a sentença. Ela, no seu íntimo, se deleita: que a matança continue. Apenas assinala-se que é enorme a distância entre política de segurança pública e política de extermínio. A primeira é a barbárie escancarada, já a segunda é uma tentativa de continuidade da civilização.

Para pessoas dotadas do mínimo de humanidade não é fácil falar que a polícia foi violenta no baile funk. É difícil acreditar que a polícia tenha perdido o controle do papel e da responsabilidade de agir dentro da lei, evitando confrontos para preservar a integridade física das pessoas, pois antes era esse o protocolo. Ainda deve ser para alguns policiais.

O episódio de Paraisópolis não é um caso isolado. Soma-se a outros ocorridos nos últimos 20 ou quase 30 anos, desde que São Paulo resolveu ser tucano. O mais novo da dinastia disse que a “política de segurança pública” não vai ser alterada.

Então tome nota: logo mais tudo cairá no esquecimento e acontecerão outros casos semelhantes ou piores, que também serão esquecidos. Nada vai mudar porque tudo está contente com o que quer o governo paulista e a boca armada da população que enaltece a violência policial, independente seja ela contra inocentes ou não. Porque até que se prove o contrário os nove adolescentes mortos eram inocentes, “culpados” apenas por se divertirem em local não recomendado pelas pessoas de bem que entre si saboreiam o gosto de sangue.

Gazeta Regional

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