‘Falar é a melhor solução’: é o slogan da ação ‘Setembro Amarelo’, sobre suicídio

No Brasil, a iniciativa ocorre desde 2015 e é organizada pelo CVV (Centro de Valorização da Vida)

Da Redação / Foto: Divulgação

O suicídio é um gesto de autodestruição, isto é, a realização do desejo de morrer, de dar fim à própria vida. É uma escolha ou ação que tem graves implicações sociais. Pessoas de todas as idades e classes sociais cometem suicídio todos os anos pelo mundo afora. Somente no Brasil, são registrados cerca de 12 mil casos anualmente; no mundo, mais de 1 milhão.

Segundo o Cresamu, de Mogi das Cruzes, e o seu NEP (Núcleo Educação e Pesquisa), do qual faz parte o enfermeiro Fabio Caxico de Abreu Junior, cerca de 96,8% dos suicídios estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Para especialistas em suicídios, informação à população, profissionais preparados para lidar com essas situações, redução do acesso aos meios de execução e acompanhamento profissional podem evitar as mortes.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a maior parte das pessoas que pensa em cometer suicídio enfrenta uma doença mental que altera, de forma radical, a percepção da realidade e interfere no livre arbítrio. O tratamento da doença é a melhor forma de prevenir.

“A espiritualidade também é considerada um fator de proteção. E não estamos falando em religião, e sim em crença, até ser ateu. Ter uma crença afasta a possibilidade de pensamentos suicidas”, acrescenta uma especialista da Fundação Oswaldo Cruz.

Como identificar que o jovem está precisando de ajuda? Mudanças fisiológicas podem ser um dos fatores que levam ao desencadeamento de doença psiquiátrica, um gatilho para a pessoa que tem predisposição genética para desenvolver doença mental. Por isso, deve-se ficar atentos a alguns sinais.

Em primeiro lugar, é necessária a observação. Os pais precisam perceber as mudanças de comportamento dos filhos, os sinais que crianças e adolescentes emitem quando estão passando por algum problema. Alguns desses comportamentos são: isolamento, impulsividade, tristeza constante, distorção de imagem corporal, dificuldade de relacionamento com pessoas da mesma idade, insegurança, queda no desempenho escolar, crises de raiva, baixa autoestima, atração por comportamentos de risco, dentre outros.

Gazeta Regional

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