Família de ex-servidor do Semae diz que enfrenta dificuldades

Paula Ferreira Lopes, esposa de Salvino, ficou viúva aos 46 anos, e agora conta que passa por dificuldades

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib

Já se passaram sete meses desde que um funcionário do Semae (Serviço Municipal de Águas e Esgotos) de Mogi das Cruzes morreu soterrado enquanto trabalhava. Familiares de Salvino Borges Gomes Gonçalves, 38 anos, morto na tragédia no dia 9 de maio deste ano, contam que as promessas de ajuda feitas pela prefeitura e pela autarquia não foram cumpridas.

Paula Ferreira Lopes, esposa de Salvino, ficou viúva aos 46 anos, e agora conta que passa por dificuldades. Sem emprego, Paula diz que enfrenta obstáculos já que não tem uma profissão e também por conta da idade.

Ela e a filha de 16 anos do casal recebem cerca de R$ 490 por mês, no entanto, não é suficiente. Além disso, Paula revela que recebe mensalmente uma cesta básica, mas reforça dizendo que muitas vezes falta outras coisas.

“Além da cesta básica, precisamos de produtos de higiene, temos que pagar contas de água, luz, queremos comprar mistura, mas às vezes falta. Muitas das vezes preciso de alguma coisa e tenho que pedir ajuda para os outros”, lamenta.

O QUE DIZ A PREFEITURA – Questionados, os órgãos dizem que estas informações não procedem. Em nota oficial, o Semaediz que “o valor em dinheiro mencionado por ela trata-se da pensão por morte paga pelo Iprem (Instituto de Previdência Municipal de Mogi das Cruzes)”. O instituto ainda esclarece que, “de acordo com a legislação previdenciária, a pensão é paga no valor integral do salário do servidor falecido e deve ser dividido em partes iguais entre a viúva e demais herdeiros menores de 21 anos. O valor recebido por ela e a filha está de acordo com o que cabe a cada herdeiro”.

“Como medida de apoio, e não de indenização, ela e a filha continuam com o plano de saúde e, todos os meses, recebem uma cesta básica”, acrescenta o órgão.

A nota continua dizendo que “quanto ao atendimento psicológico, a autarquia incluiu a viúva e sua filha num projeto de atendimento da prefeitura. Até o transporte era por conta do Semae. Porém, após três sessões, por decisão delas, não houve continuidade”.

“Em relação a oportunidades de trabalho, a autarquia solicitará ao Emprega Mogi que entre em contato com a reclamante para possível encaminhamento a vagas de emprego que estejam de acordo com o perfil e currículo”.

Gazeta Regional

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