Forças de segurança de São Paulo se autovigiam

Da Redação / Arte: André Jesus

No primeiro mês de utilização de câmeras corporais por integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo não houve o registro de mortes nas operações dos 18 batalhões da Corporação que fazem parte do programa de uso do aparelho.

A não existência de letalidade extrema mostra que estar sob autovigilância impede excessos, o que a população aplaude, pois não pode ficar entre bandidos cruéis e policiais que agem da mesma forma dos criminosos que eles combatem. Muitos são os casos denunciando violência policial no Estado paulista.

O combate da Polícia Militar deve ser contra o crime em benefício da sociedade que o paga pela prestação do serviço público, mas muitas ações descoordenadas e despreparadas punham em questionamento essa colaboração.

A obrigatoriedade de adoção do sistema de segurança em agentes da segurança obviamente que veio para fiscalizar a observância da lei, que não pode ser ultrapassada por ninguém. Isso é fato.

A notícia do sucesso de que na fase inicial do uso do aparelho foram zeradas as ações resultantes em “morte seguida de resistência” é um gol de placa no jogo contra o crime.

Os maiores ganhadores dessa partida, além da população, é a própria polícia, que soma pontos e créditos junto ao povo, cansado de sofrer uma série de violência e arbítrios de órgãos e instituições que têm a missão de protegê-lo.

A adoção das câmeras corporais é um indício forte de que a civilização vai vencer a barbárie no combate final. Porque na verdade ninguém quer andar para trás.

Gazeta Regional

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