Garra de Mogi prende mais de uma pessoa por dia no Alto Tietê

Delegado titular do grupo especial da Polícia Civil, Eduardo Boigues destaca trabalho da equipe

Por Lailson Nascimento / Fotos: Divulgação

2019 nem terminou e o Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) de Mogi das Cruzes já tem média superior a uma prisão por dia. Ao compartilhar o balanço de atividades com a imprensa, o delegado Eduardo Boigues, que é responsável pelo grupo especial da Polícia na região há pouco mais de um ano, foi direto.

“Todos nós, policiais, fizemos um juramento de servir e proteger a sociedade, independente de falta de estrutura, condições de trabalho ou salário. Estamos honrando nosso juramento perante à população. Por mais que a equipe seja reduzida, ela é comprometida e temos total apoio do nosso delegado seccional Jair Ortiz”, comentou Boigues.

Das 358 ocorrências registradas até ontem (12), foram 46 flagrantes. Dentre os diversos casos, destaque para a prisão de um homem que foi flagrado se masturbando em um ônibus municipal de Suzano, na última terça-feira (10). Boigues, que passava pelo mesmo local no momento da ocorrência, deu voz de prisão ao suspeito.

“Essa é uma nova modalidade da lei que foi criada após o caso ocorrido em São Paulo em que o rapaz se masturbou no ônibus e depois saiu pela porta da frente da Delegacia, já que não havia um artigo penal que pudesse fazer o enquadramento da conduta. Agora existe e se chama importunação sexual. Pena de 1 a 5 anos de reclusão, crime inafiançável.”

Somente neste ano o Garra prendeu 181 suspeitos de crimes como roubos, furtos, estupros, além de 99 detenções por débitos de pensão alimentícia e 31 menores de idade.

Um dos suspeitos preso pela equipe do Garra de Mogi das Cruzes

Ao comentar os números, Eduardo Boigues lembrou do que havia prometido quando assumiu o Garra, em outubro de 2018.

“Quando assumi o Garra fizemos um compromisso: Quem tivesse alguma dívida com a Justiça, que mudasse de região, pois aqui seria preso e teria que acertar as contas. Trata-se de um trabalho importante que retira das ruas centenas de criminosos. Quando há impunidade a incidência de crimes se torna muito mais provável do que quando eles estão reclusos”, concluiu o delegado.

Gazeta Regional

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