Gestão Zé Biruta cede à pressão e se reúne com auxiliares de creche

Funcionários da Educação que atuam no setor de Auxiliar de Creche pedem mais condições de trabalho e reajuste salarial

Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

Após inúmeras tentativas, finalmente a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos cedeu à pressão dos servidores municipais ligados à Secretaria de Educação. Nesta sexta-feira (22), auxiliares de creches realizaram uma paralisação com apoio do Sindicato dos Servidores de Ferraz de Vasconcelos exigindo aumento salarial chamado de “progressão”, o que deve acontecer em dezembro deste ano.

A resposta à exigência veio em uma reunião de emergência que aconteceu no próprio gabinete do prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, que por sua vez não estava na prefeitura.

Todo o ato foi transmitido pela GAZETA com exclusividade, desde a passeata até o momento da reunião de emergência. Quem atendeu os servidores e o Sindicato foi a secretária municipal de Educação, Valéria Eloy da Silva Kovac, e outros secretários ligados às áreas do Jurídico e da Fazenda.

Depois de tanto esperar por respostas com relação aos reajustes salariais, que segundo alguns servidores, dura sete anos, a categoria que atua em creches municipais como auxiliares de creches decidiu paralisar os trabalhos nesta sexta-feira e caminhar pelas ruas centrais de Ferraz em tom de protesto.

Pouco mais de duzentas pessoas participaram da manifestação e todos caminharam em direção à Prefeitura de Ferraz. Ao longo do percurso os funcionários pediam a presença do prefeito Zé Biruta. “O Zé [prefeito] tem que nos atender, queremos respostas”, diz uma manifestante.

Além do reajuste financeiro, existem outras demandas que estes servidores solicitaram, entre elas benefícios como o difícil acesso às unidades, por exemplo, e abonos.

O tesoureiro do Sindicato dos Servidores Municipais de Ferraz de Vasconcelos, Nelson Pereira, disse que “é importante a participação dos servidores numa luta pelos seus próprios direitos.” “O prefeito [Zé Biruta] precisa cumprir as leis que não estão sendo cumpridas com relação aos servidores da Educação.”

FIM DA REUNIÃO – Na opinião do Sindicato e da secretária Valéria, a reunião, embora emergencial, aconteceu da melhor maneira possível. Ao longo da conversa, que a GAZETA acompanhou com exclusividade, ficou nítido que no começo os ânimos estavam exaltados, no entanto, se acalmaram com o tempo.

O que ficou definido foi a progressão de salário dos auxiliares de creche, já as outras demandas, os secretários presentes solicitaram um prazo de dez dias para manifestação.

Gazeta Regional

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