Gian Lopes recua na contratação de novos GCMs para Poá

Prefeito diz que cidade não tem dinheiro e indica que próximo prefeito terá a responsabilidade de contratar novos agentes

Por Gabriel Dias / Foto: Reprodução

Cerca de 6 mil pessoas participaram do concurso público para a GCM (Guarda Civil Municipal) em Poá, em 2016. Do total, 88 pessoas ficaram entre os finalistas, e a previsão era que destas 88, 44 pessoas, entre homens e mulheres, fossem contratadas pela prefeitura, mas quatro anos depois, nada aconteceu, ao contrário, a situação apenas piorou. 

Neste final de semana o prefeito de Poá, Gian Lopes (PL), confirmou em sua conta no facebook que não iria contratar os agentes devido à falta de dinheiro nos cofres públicos, e deu a entender que a suposta crise financeira que Poá atravessa é culpa do Banco Itaú, que deixou sua sede no município no último mês.

No edital do concurso houve a exigência de que os candidatos pedissem demissão de seus empregos, e segundo fontes ligadas à GAZETA, teve até advogado que passou no concurso e pediu dispensa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), mas que agora encontra-se sem emprego.

Teve funcionário público que também pediu exoneração de seu cargo em prefeituras da região para prestar a formação para GCM, e que também encontra-se sem emprego, além de pessoas com dez anos de atuação em empresas que também precisaram pedir demissão e que permanecem sem respostas.

Nos comentários da postagem que o prefeito fez neste final de semana, uma internauta diz: “A responsabilidade é sua (prefeito). Os filhos desses guerreiros são responsabilidade sua (prefeito). Os lares desses guerreiros são responsabilidade sua (prefeito). A geladeira desses guerreiros são responsabilidade sua (prefeito). Já faz quase 40 dias que está havendo omissão dessas responsabilidades ”.

Indrig Bianca, de 32 anos, é uma das pessoas que prestaram concurso para GCM em Poá, mas que até o momento não viu nada acontecer, a não ser o prefeito recuar da ideia de contratar novos agentes para atuar na segurança do município.

Na nota que o prefeito divulgou, ele também dá a entender que a responsabilidade para as novas contratações ficará a cargo do próximo administrador da cidade, já que nos próximos anos, o município terá mais arrecadação do que agora.

Gian disse: “A Prefeitura de Poá contará em 2020, com um orçamento de R$ 308 milhões de receitas correntes e R$ 43 milhões de recursos externos para investimento, totalizando R$ 351 milhões”, e acrescentou: “Frente a tudo isso, estamos buscando junto aos governos do Estado, Federal, deputados e lideranças políticas, os recursos necessários para tentar minimizar o impacto da saída do Itaú”.

Na última edição da GAZETA, o vereador poaense Saulo Souza (SD) alfinetou a gestão municipal alegando que a cidade tem apenas nove GCMs e que o material de trabalho, como por exemplo viaturas, estão sucateadas.

Durante a manhã desta segunda-feira (11) alguns dos candidatos participaram de um ato pacífico ao lado da Câmara de Poá e no Centro da cidade.

O jornalismo da GAZETA volta ainda nesta edição com mais detalhes sobre esta história.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

Nenhum comentário sobre: “Gian Lopes recua na contratação de novos GCMs para Poá

  1. É um absurdo o que o atual prefeito de Poá (Gian Lopes) vem fazendo com esses pais e mães de família que deixaram seus empregos, onde prestaram um concurso público que passaram em todas as etapas exigidas e após concluírem o curso de formação foram totalmente deixados pela Administração Pública deste município! Um absurdo pois foram tirados valores do cofre da cidade para ser investido no curso de formação desses novos GCM’s , dinheiro que vem da própria população, a mesma que exige segurança, pois o município precisa dessas pessoas aptas para somar com a segurança de Poá. Descaso total com essas famílias que agora estão sem emprego e com familiares para sustentar e não ter de onde tirar! Nada mais justo que a contratação dos 88 pais e mães de família, pois é um direito deles. Não foram pedir cargo para ninguém e sim estudarão e prestaram um concurso público para chegarem onde estão hoje, porém deveria ser outro desfecho, um desfecho digno para essas pessoas. Prefeito o Sr tem de onde tirar o sustento para sua família, e estes que foram abandonados pelo Sr? Já parou pra pensar nas dificuldades financeiras que eles com certeza estão passando? Vamos ter mais empatia !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*