Há 3 meses no Hospital Municipal de Mogi, Fundação ABC é criticada

Mal assumiu e Fundação ABC já enfrenta público descontente com a demora em unidade referência na região

Por Gabriel Dias / Foto: Bruno Arib

Inúmeras pessoas que utilizam os serviços de Saúde Pública no Hospital Municipal de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, criticam os serviços da unidade e relatam que já precisaram esperar horas por atendimento médico.

Este é o caso de Alessandra Teixeira, 41 anos, que conversou com a reportagem na última quarta-feira (2) e confirmou que muitas vezes precisou contar com a paciência para conseguir ser atendida por algum médico. “Já fiquei aqui mais de duas/três horas esperando algum médico me chamar, com minha filha também já aconteceu isso.”

Neste mesmo dia, Priscila Santana, 35, aguardava do lado de fora do hospital seu nome ser chamado por algum médico da unidade. Embora o relógio já se aproximasse das 17h, ela esperava desde cedo para fazer um eletrocardiograma. “Ninguém da recepção me informou que iria demorar, agora tenho medo de sair daqui para comer alguma coisa e eles chamarem meu nome.”

Amanda Maria, 29, também já tentou passar sua filha pequena nos atendimentos do Hospital Municipal, no entanto, de tanto esperar, a jovem decidiu passar em unidades do Centro de Mogi das Cruzes, onde, segundo ela, “é mais rápido.”

A reportagem também constatou que o lixo produzido pelo próprio hospital é alojado em latões de plástico e não são tampados. Os resíduos foram fotografados no estacionamento da unidade.

FUNDAÇÃO ABC – A nova OSS (Organização Social de Saúde) que agora cuida hospital é a Fundação ABC. A previsão é que ela atue em Mogi por cerca de 36 meses e ganhe anualmente pouco mais de R$ 125,1 milhões.

O QUE DIZEM OS ENVOLVIDOS – A Fundação do ABC informa que não procedem as informações sobre falta de médicos. “Durante o início dos trabalhos no Hospital Municipal, houve transição da equipe de Pediatria do Pronto Atendimento. Contudo, a nova equipe médica já está atuante e 100%”. A OSS ainda completa que “ao todo são 4 médicos pediatras durante o dia no Pronto Atendimento e 3 médicos pediatras no período noturno. O fluxo de atendimento segue protocolo de classificação de risco instituído no município”.

A Fundação do ABC ressalta que já possuía outros contratos com a cidade de Mogi das Cruzes, conhece as rotinas e normas e está totalmente adaptada ao sistema de saúde do município.

O contrato de gestão do Hospital Municipal com a FUABC tem vigência de 36 meses. Em relação ao lixo hospitalar, os resíduos são armazenados em lixeiras com tampas e ficam armazenados em área com circulação restrita, conforme prevê a legislação.

Já a prefeitura diz que acompanha, por meio de uma comissão técnica e multidisciplinar, o gerenciamento do hospital. “O Pronto Atendimento Infantil 24 horas apresenta períodos de demandas mais altas, o que resulta em maior tempo de espera pelo atendimento, ressaltando que todos os pacientes são submetidos à classificação de risco no ingresso à unidade, o que prioriza os atendimentos de maior urgência e risco.”

Gazeta Regional

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