Humildade, altruísmo e alegria são a essência da advogada Lê Guedes

Seguindo o exemplo das avós e da mãe, a radialista faz ações beneficentes

Por Will Siqueira / Foto: Bruno Arib

“Eu sou uma pessoa muito alegre, apaixonada pela vida, que é um presente de Deus. Tento, a cada dia, evoluir, como todas as pessoas. Tenho minha família como alicerce e minha mãe é a minha referência, junto com a minha avó.”

A autorreflexão é da advogada e radialista Letícia da Silva Guedes, 35 anos, uma mogiana que demonstra ter muita determinação e que acredita no amor ao próximo e na força da mulher brasileira.

Logo após se formar (é especialista em Direito Previdenciário), Lê Guedes, como é conhecida no seu programa de rádio (todos os sábados, das 12h às 14h, na Rádio Metropolitana, de Mogi das Cruzes), direcionou seus atendimentos a moradores de bairros da periferia da cidade, os auxiliando em várias questões do dia a dia, muitas vezes sem efetuar nenhuma cobrança pelos serviços prestados.

“Já é uma área (do Direito) em que você lida com a vulnerabilidade das pessoas: muito idoso, muita gente deficiente, muita pessoa inválida. Então, comecei a ter acesso a muitas questões que grande parte das pessoas não têm ideia. Eram situações muito complicadas”, lembra a advogada-radialista.

E por conviver com diversos problemas sociais da população mais carente, Lê Guedes teve a intenção de ajudar algumas famílias. Porém, essas “algumas famílias” se multiplicaram, e o que seria uma simples ajuda acabou se transformando em ações sociais fixas.

“Graças a Deus, hoje, eu tenho uma estabilidade melhor e um grupo de pessoas que sempre estão dispostas a ajudar nessas ações sociais. Então, acabo escolhendo, sim, bairros que tenham uma vulnerabilidade maior”, enfatiza Lê Guedes. A última ação realizada por ela e seu grupo de amigos ocorreu no distrito de Jundiapeba, onde distribuiu mais de 100 kits contendo cestas básicas e produtos utilizáveis na prevenção ao coronavírus.

Devido a frequentar constantemente bairros em situações precárias e a desenvolver ações sociais, as pessoas começaram a questionar Lê Guedes sobre por que não atuar na política.

“Nunca me imaginei sendo uma política, mas eu também gosto muito de temas relacionados à mulher, e a gente fala muito em empoderamento, mas devemos realmente colocar isso na prática. E me choca uma cidade como Mogi das Cruzes, com a quantidade de eleitores que tem, a gente ter uma Câmara onde só há uma mulher (no total, são 23 vereadores)”, afirma a, agora, pré-candidata a vereadora.

Lê Guedes está afiliada ao MDB há pouco tempo e já foi convidada para ser a presidente do núcleo feminino do partido. “Eu vou lutar para isso (pela representatividade das mulheres na política de Mogi das Cruzes). Se não for eu, a mulher, que seja outra; mas eu quero estar nesse meio.”

Gazeta Regional

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