‘Imposto do pecado’: a nova pérola governista

Da Redação / Foto: Divulgação

É verdade que o presidente Jair Bolsonaro já negou a possibilidade de criação do tal “imposto do pecado”, mas também é verdade que o líder máximo do País voltou atrás da própria proposta de desmembrar a Segurança Pública do Ministério da Justiça um dia depois de aventar a ideia.

De todo modo, a proposta do Ministro da Economia, Paulo Guedes, em reagrupar numa mesma categoria tributária todos os produtos que possam ser prejudiciais à saúde – cerveja, fumo e doces – não soou tão liberal quanto à sua linha de pensamento econômico.

Taxar um cidadão porque ele decidiu fumar ou “tomar uma cervejinha”, como o próprio presidente falou ao negar a criação do imposto, é o mesmo que internar um dependente químico à força: isto é, contrariar a vontade própria da sociedade.

A imprensa tem repercutido, inclusive, que propostas semelhantes implantadas pelo mundo deram errado, como é o caso do México e da Dinamarca.

A proposta pegou mal junto ao ‘povão’. Há quem sugira: “Se é pra criar o ‘imposto do pecado’, que se crie o ‘imposto da preguiça’, que também é um pecado e é o que a classe política mais comete.”

Apesar da repercussão do caso, vale lembrar que é desse governo a pérola que afirma que “quando se fala em poluição ambiental, é só fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida, tá certo?”.
Aguardemos as pérolas dos próximos capítulos, tá ok?

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*