Itaquá, o grande lixão

Foto: Lailson Nascimento

 

Desde a explosão no aterro de Pajoan em Itaquaquecetuba, em 2011, quando oito cidades foram tomadas pela sujeira e o lixão acabou interditado após o desmoronamento de cerca de 450 mil toneladas de resíduos e de terra, o município parece viver perseguido pelo fantasma do lixo.

Em 2012, a prefeitura negou que os caminhões com entulhos que circulavam pela estrada de São Bento, no Jardim Josely, estariam depositando resíduos de Guarulhos num bota-fora, também em terreno, que, na época, dizia-se pertencer à tão conhecida Pajoan, de forma irregular.

Estes e outros episódios já são comuns aos moradores de Itaquaquecetuba. Todo terreno mais afastado da cidade é comumente utilizado como bota-fora e recebe entulhos e restos de material de construção.

Muitas foram as denúncias e reclamações feitas por moradores e veiculadas por órgãos de Imprensa, mas a Prefeitura sempre se esquivou do problema.

Esta semana, um munícipe, munido de fotos, denunciou que o terreno da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos está sendo utilizado como lixão irregular, virando um depósito de materiais inutilizáveis. A denúncia, caso comprovada pela Comissão Processante da Câmara, pode levar o prefeito Mamoru a uma punição por suposto crime ambiental cometido pela prefeitura, abrindo um precedente para a sua cassação.

Conviver com um lixão praticamente no quintal de casa é uma experiência que os moradores de bairros como Cidade Nova Louzada e Jardim Lucinda, na periferia de Itaquá, onde fica a Pajoan, gostariam de esquecer. Mas transformar uma secretaria em lixão é gravíssimo, tendo em vista a localização e o risco de doenças, devido ao acúmulo de entulho, que atraem insetos. Este é um caso de saúde pública.

 

Gazeta Regional

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