João Batista reforça: ‘Irei disputar a eleição à Prefeitura de Paraibuna’

O ex-vereador tentará, pela terceira vez, chegar ao cargo majoritário da política local

Da Redação / Foto: Bruno Arib

Em um bate-papo com o pré-candidato a prefeito de Paraibuna João Batista (PDT), dentre outros assuntos, ele falou sobre tentar pela terceira vez chegar ao governo do município. Pecuarista, formado em Direito e eleito vereador por quatro mandatos, João Batista é casado, pai de cinco filhos, e nasceu e foi criado no bairro do Ribeirão Branco. “Com o sonho de realizar a transformação que a cidade precisa”, diz.

Confira os principais trechos da entrevista:

LEIA: Essa é sua terceira tentativa ao cargo de prefeito de Paraibuna. Como você enxerga essa trajetória e o que lhe motiva a seguir com seu projeto?

João Batista: Trabalhei 16 anos como vereador da cidade e pude lutar muito pelos direitos da população, porém sei que no Executivo poderei realizar muito mais. Esses oito anos fora de um cargo político oficial me permitiram trabalhar em conjunto com meu grupo de forma diferente, o que me fez enxergar também mais de perto a realidade e as demandas da população.

Apesar de terem sido duas eleições sem a sonhada vitória, o aprendizado e amadurecimento que elas me trouxeram foram essenciais para hoje estar pronto para assumir a Prefeitura de Paraibuna e poder realizar a transformação que a cidade precisa e os paraibunenses merecem. Com o retorno que tenho tido da população e com a consolidação de um grupo amplo, aberto a opiniões diversas e com vontade de fazer o bem a todos e não a uma pequena parcela da cidade, como vemos sendo feito nos últimos anos, enxergo essa trajetória percorrida até aqui com orgulho e muita satisfação.

LEIA: Com o anúncio da sua pré-candidatura a prefeito, informações sobre um processo contra você e sobre o impedimento da sua candidatura vieram à tona. Você pode falar mais sobre isso e nos explicar os fatos?

João Batista: Sim, posso, e inclusive acho importante falar. Existe um processo aberto em 1997 contra a Associação Amigos de Bairro do Ribeirão Branco, da qual eu era o presidente na época, sobre uma área comprada, de boa fé, do senhor José Neves Darrigo, em 1995, com o apoio da prefeitura, para retirada do campo de futebol de frente da igreja do bairro para um novo local. Realizamos a compra da área com a doação da prefeitura e, para arrecadar o restante do recurso necessário, a associação decidiu fazer a venda de lotes numa parte desse terreno comprado, onde, inclusive, já existiam outros lotes, casas construídas e moradores habitando há anos.

Com isso, foi concluída a obra e a comunidade utiliza o campo até os dias de hoje. O próximo prefeito eleito então abriu um processo informando que aquela área comprada pela associação para a obra era de posse da prefeitura e não poderia ter sido comercializada. O processo está em recurso e não há uma definição final sobre o fato. No caso de o recurso ser recusado, honrarei com o que a justiça determinar e seguirei meu trabalho como pré-candidato.

LEIA: Mas no caso de o recurso não ser aceito, você poderá ser candidato e eleito prefeito?

João Batista: Sim, o processo aberto não impede minha candidatura e não fere meu direito de ser eleito e de assumir o cargo de prefeito da cidade. Esse foi um fato isolado que aconteceu antes mesmo de eu ter entrado para a vida política e coloco-me à disposição para quem quiser se aprofundar mais sobre o ocorrido e ver os documentos que comprovam meu relato. Mas reforço a todos que meus direitos políticos estão garantidos por lei.

LEIA: Nos setores como saúde e educação, que são assuntos delicados para uma administração, o que você vê como prioridade?

João Batista: Para saúde, o acesso ao atendimento básico precisa ser ampliado e melhor organizado com urgência. Pessoas da zona rural, de áreas muito distantes, virem até a cidade às 3h da madrugada para entrarem numa fila sem ao menos saber se conseguirão atendimento, é inadmissível. Temos a ideia de aproveitar o mapeamento e trabalho da Estratégia Saúde da Família para implantar o agendamento e confirmação de consultas do Posto de Saúde do centro da cidade. Além disso, realizar a contratação de mais médicos para que possamos levar atendimento aos bairros mais distantes pelo menos a cada 15 dias.

Na educação, vemos uma enorme desorganização no plano de ensino e a imensa desvalorização do profissional. Para se ter ideia, no último pagamento de férias dos professores da rede, apenas uma parte dos servidores receberam seu dinheiro, e outros simplesmente não tiveram o pagamento desse direito.

Além desses casos absurdos faltam hoje projetos de inclusão digital, projetos esportivos, de saúde preventiva, meio ambiente, ações culturais e muitos outros que podem e devem ser oferecidos aos alunos, e que contribuirão muito para o presente e futuro da nossa cidade.

LEIA: Deixe uma mensagem para a população de Paraibuna.

João Batista: Quero hoje aproveitar essa oportunidade e convidar a cada um de vocês paraibunenses, que querem e precisam da transformação da nossa cidade, a participar conosco desta luta por dias melhores e por um novo futuro. Acreditamos na importância de acabar com essa cultura de divisão da cidade, de busca por interesses pessoais e interesses de pequenos grupos privilegiados, acabar com a cultura da perseguição e falta de transparência nas ações, para iniciar um novo momento, com respeito, ética e foco no sonho de uma Paraibuna desenvolvida, com qualidade de vida, oportunidades e claro, a beleza do nosso chão caipira.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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