Jundiapeba, em Mogi, ‘pede socorro’

Falta de limpeza faz com que moradores desacreditem de Marcus Melo e de sua equipe

Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

Morar em um dos maiores Distritos de Mogi das Cruzes, o de Jundiapeba, é um grande desafio. Segundo famílias desta região, viver no local é aprender a conviver com medo de tudo, e também com o desprezo da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Na área mais afastada do bairro, as ruas ainda são de terra, a iluminação é precária, e o mato alto avança cada vez mais, igual ao leito do Rio Jundiaí, que toda vez que chove represa nas ruas de terra em frente às casas.

“É complicado viver nessas condições. A gente tem medo de tudo. Não nos sentimos seguros nem mesmo dentro de casa. Se chove a água do rio sobe. Tem cobras, aranhas e outros animais perigosos que entram nas nossas casas”, lamenta Naira Faria, 26 anos.

Na Rua El Salvador, os moradores brincam dizendo que o mato já se tornou um membro da comunidade. Uma montanha de entulho na esquina da mesma rua virou parque de diversões para as crianças que não têm onde brincar.

“As crianças se juntam e brincam desta maneira, no meio do entulho ou na margem do córrego. O risco de contaminação é grande, mas parece que a gente desse lado do bairro não existe”, critica a dona de casa Amanda Mirieli, 28.

Regina Vieira tem um comércio no bairro e já flagrou inúmeras vezes cobras se rastejando pela entrada do seu estabelecimento comercial e na rua onde as crianças brincam. O último vídeo gravado por ela foi de uma cobra coral morta por moradores que continuam aterrorizados com a situação.

“A gente tem medo. Têm muitas crianças no bairro, e o risco de serem picadas por uma cobra é muito grande. É só a prefeitura fazer a limpeza do local que esse problema pode ser revertido”, sugere Regina Vieira, 49.

O QUE DIZ A PREFEITURA – A gestão de Marcus Melo (PSDB) informa que mantém ações de manutenção em toda a cidade e confessa que tem ciência da situação de Jundiapeba. Segundo o prefeito, a questão do mato alto já foi encaminhada ao Departamento de Limpeza Pública para que o serviço de corte seja inserido na programação.

A nota ainda afirma que as áreas às margens do Rio Jundiaí são de proteção permanente com alto risco de inundação, conforme relatório do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Logo, construções feitas nesses locais são irregulares.

Gazeta Regional

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