Justiça Federal pede investigação sobre vazamento de informações do caso Marielle

Órgãos federais buscam saber como aconteceram os vazamentos e querem punir envolvidos neste caso

Por Gabriel Dias / Foto: Divulgação

SÃO PAULO – Depois da repercussão da notícia de que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), teria ligação com a morte da vereadora Marielle Franco, em março do ano passado, no Rio de Janeiro, a AGU (Advocacia Geral da União) pediu à PGR (Procuradoria Geral da República) que fossem feitas investigações sobre os vazamentos de informações sobre o inquérito, que corre em segredo de justiça.

O advogado da União, André Mendonça, chega a levantar dúvidas em documento direcionado a outras instâncias federais, buscando entender como que um processo que corre em segredo de justiça tenha vazado e chegado à bancada de jornais televisivos, como aconteceu na última terça-feira (29).

O advogado da União logo ressalta a possibilidade da participação de agentes públicos no vazamento destas informações, e caso isso seja comprovado resultará em improbidade administrativa.

Com relação à citação a Jair Bolsonaro nos autos da investigação, caso seja comprovado que ele não tem nenhuma ligação com a morte da vereadora Marielle Franco, conforme foi indicado nos relatos do porteiro do condomínio, implicará em crime de “calúnia e difamação” contra o presidente da República, de acordo com a Lei Nacional.

Mendonça determinou uma investigação para uma suposta ação de improbidade administrativa e eventuais participantes neste caso de vazamento de informações.

RIO DE JANEIRO – O Ministério Público do Rio de Janeiro se pronunciou depois da polêmica envolvendo o nome do presidente da República, e deu a entender que a versão do porteiro está equivocada, mas também não descartou algumas lacunas, como por exemplo, o fato de terem apagado os áudios do interfone antes de serem entregues à Polícia Civil.

Gazeta Regional

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