Liga de Itaquá entra na campanha nacional de clubes contra a fome e pelas “Mães da Favela”

Ação da CUFA visa arrecadar em apenas uma semana 350 toneladas de alimentos  

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib

A Liga Desportiva de Itaquaquecetuba por enquanto é a única entidade futebolística da região do Alto Tietê a aderir ao projeto liderado pela CUFA (Central Única das Favelas) que visa arrecadar alimentos para distribuir às famílias em situação de vulnerabilidade de todo o Brasil.

A ação humanitária acontecerá por meio do programa Mães da Favela, idealizado pela própria CUFA, e vai ser lançada oficialmente a partir do dia 21 de junho, com a campanha se estendendo até o dia 27 de junho. Mesmo com a duração de uma semana, os idealizadores do projeto são otimistas quanto a receptividade do trabalho prevendo que devem “arrecadar 350 toneladas de alimentos nos estados onde a ação for desencadeada”.

O gestor social e coordenador da CUFA/Itaquá, Gilvan Oliveira Santos, mais conhecido como Dyhogo, que também é presidente da Liga Desportiva da cidade, inicia falando que a adesão à campanha pode ser participada por todas as ligas e entidades representativas de futebol do Alto Tietê.

No caso específico de Itaquá, “Dyhogo” informa que as doações de alimentos e agasalhos podem ser entregues na própria sede da liga de futebol que fica na rua Santa Catarina, 382, bairro Morro Branco (próximo ao Caic). “A entrega pode ser feita de segunda a sexta-feira das 9:00 horas às 17:00 horas e sempre teremos um pessoal lá para atender quem for ao local”, disse o dirigente esportivo.

“Seria bom outras ligas participarem desse projeto, pois tem muita gente precisando de ajuda nesse momento difícil do país”, disse se referindo à Pandemia do Coronavírus que massacra o povo brasileiro com fome, desemprego e mortes.    

Grandes clubes já confirmaram a participação na campanha

A campanha teve a adesão rápida das grandes equipes do futebol brasileiro, informou a direção da CUFA que elencou. São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Internacional, Grêmio, Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Bahia, Vitória, Goiás, Ceará e Fortaleza, entre outros, sinalizaram positivamente na colaboração com a ação humanitária.

O projeto está “fechando” parcerias com os clubes de todos os estados e de todas as divisões e esperado que mais agremiações e entidades futebolísticas abracem a causa. “A expectativa é que sejam arrecadados, em média, 350 toneladas de alimentos por estado, totalizando 12 mil toneladas de doações, o equivalente a 100 milhões de reais. O início da campanha será no dia 21 de junho, segunda-feira”, reiterou a CUFA.

A partir dessa data, as pessoas ou empresas, torcedoras dos times, que quiserem contribuir, poderão levar suas doações até o estacionamento dos clubes participantes. Esses alimentos ficarão armazenados até o final de semana de 25, 26 ou 27 de junho, a depender do calendário de jogos de cada time.

Neste final de semana serão realizadas ações nacionais, quando as lideranças das CUFA’s favelas irão retirar as doações e levá-las para as famílias cadastradas no Mães da Favela.

“As pessoas sabem que estamos atravessando um momento difícil e tem se mostrado muito solidárias, mas também percebemos que essa percepção do povo aliada ao apoio dos representantes de uma paixão nacional, que é o futebol, engaja muita gente a doar, e dessa forma esperamos conseguir apoiar ainda mais as Mães da Favela que precisam. É um momento de união, não existe rivalidade entre clubes”, afirma Celso Athayde, que é fundador da CUFA.

Gazeta Regional

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