Luto

Esta foi a palavra mais divulgada no Facebook na quinta-feira (9) depois que a notícia do tompamento de um ônibus fretado na Mogi-Bertioga ter resultado na morte de 18 pessoas, a maioria jovens universitários, e deixado 20 feridos, alguns gravemente. As manifestações de pesar causaram comoção nacional, até porque a notícia foi manchete de todos os jornais da TV brasileira e também da região do Alto Tietê.

O clima ficou pesado, triste e o assunto não poderia ser outro, tendo e vista a gravidade da situação. Pessoas de todas as religiões e classes sociais se uniram em oração pelos familiares e luto pelas vidas ceifadas de maneira brutal e repentina, que enterraram sonhos de jovens que buscavam um futuro melhor.

Jornalistas noticiavam o acidente com pesar e uma tristeza profunda, mas com ética, profissionalismo e, principalmente, respeito pelos familiares e amigos que ainda choram as perdas.

Mais deste episódio fica a lição: devemos viver cada dia como se fosse o último, pois da vida e da morte só Deus tem o controle. Contudo, cabe ressaltar que é preciso mais respeito pela vida dos outros. Fato é que empresas de transporte – e este jornal tem sido canal para denunciar tamanha falta de respeito à vida – têm sido irresponsáveis, colocando veículos velhos, com problemas e sem manutenção para transportar pessoas e crianças, como é o caso do transporte escolar em Suzano. Em Mogi e em outras cidades não é diferente: carros velhos, caindo aos pedaços, circulam livremente, sem fiscalização.

A empresa União do Litoral garante que o veículo passou por manutenção há 15 dias, mas alguns dos estudantes que sobreviveram à tragédia disseram que ele sempre quebrava pela estrada. Já o motorista, que também morreu, deveria, segundo relatos, estar acima da velocidade, o que não é novidade pra ninguém, pois o local é perigoso e foi motivo de outros acidentes.

O que fica aqui é um alerta. Que as autoridades e até mesmo a diretoria das universidades criem mecanismos para fiscalizar e primar pela vida daqueles que dependem deste meio para realizar seus sonhos, sem que estes sejam interrompidos de forma tão trágica e brutal.

Gazeta Regional

Fundada por Laerton Santos no início dos anos 2000, a GAZETA tem como principal missão integrar as dez cidades que compõem a região do Alto Tietê, tendo como diferencial o olhar crítico que define a linha editorial do veículo. Em busca de contato cada vez mais próximo com seu público, o jornal tem investido na cobertura diária, utilizando as mídias digitais para esse fim.

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