Mãe faz B.O. contra escola particular de Arujá que omitiu socorro à criança

Menino de 3 anos foi para escola e unidade educacional entregou criança com fêmur quebrado e reclamando de fortes dores, relata a mãe

Por Gabriel Dias / Fotos: Arquivo pessoal

Adriana Aparecida registrou, em fevereiro deste ano, um boletim de ocorrência contra uma escola que fica no Bairro Mirante, em Arujá. De acordo com ela, seu filho de 3 anos, que frequentava o colégio particular Passo a Passo, quebrou o fêmur enquanto brincava, no entanto, o que chama atenção é que a escola não prestou nenhum tipo de socorro, e informou Adriana por telefone dizendo que seu filho deveria ir embora por que sentia dores no pé.

“Quando cheguei na escola vi meu filho em pé, se equilibrando na professora, com a perna mole e inchada, imediatamente o levei para o hospital e num raio-x o médico disse que ele estava com uma lesão grave na perna, que se tratava do fêmur quebrado”, explicou.

O menino passou por uma cirurgia e por conta da intensa lesão ficou com sequelas, como por exemplo o encurtamento da perna onde o osso quebrou. Uma segunda intervenção médica está marcada para acontecer em 2020.

Imagem do fêmur quebrado

De acordo com Adriana, a Secretaria Municipal de Educação de Arujá foi informada do caso, no entanto, ainda não obteve respostas.

PREFEITURA –  A gestão do prefeito José Luiz Monteiro (MDB), o Zé Luiz, diz que tinha conhecimento dos fatos. “O fato em si ocorreu no ano passado. A Secretaria Municipal de Educação, porém, foi acionada pela família no último mês de outubro.” “Quando questionados, os proprietários da unidade afirmaram que a mãe quis levar a criança ao médico e não solicitou o auxílio e não retornou mais à escola”, diz a prefeitura. A mãe, entretanto, esclareceu que o fato ocorreu este ano, e não no ano passado, conforme informado pela prefeitura. “Isso aconteceu dia 15/01/2019”, corrige a mulher.

Com relação às medidas que serão adotadas neste caso, a nota informa que a prefeitura averiguou o ocorrido por meio de uma comissão. Diz que entrou em contato com os proprietários e que eles informaram na época que a escola não está mais em funcionamento.

Sobre investigação em outras unidades particulares, a prefeitura diz que “caso haja uma solicitação formal, a Secretaria instaura comissão para averiguação e verifica a regularidade da escola e suas condições de funcionamento.”

Com relação às regras de segurança, a prefeitura diz que estas valem para unidades particulares e também públicas.

A nota encerra dizendo: “É importante ressaltar que as condutas e procedimentos dentro de uma unidade particular são tratadas entre pais e corpo docente, não cabendo ao município interferir no que é acordado. Ao município cabe a fiscalização com relação às condições de funcionamento e à regularização das escolas.”

Gazeta Regional

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