Marquinhos Guti vê restrições para contrato com a Sabesp em Ilhabela

Avaliação: Presidente do Legislativo diz que empresa é uma das campeãs de reclamações na cidade

Por Aristides Barros / Foto: Divulgação

O presidente da Câmara de Ilhabela Antônio Marcos Silva Batista (DEM), o Marquinhos Guti, está entre os parlamentares que criticam os trabalhos da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) no município. A posição existe em função da deficiência dos serviços da empresa na cidade “que deixam muito a desejar”, pontua o parlamentar.

A Sabesp não tem um contrato formal para a prestação do serviço na cidade, o que faz mediante uma escritura pública. “No mês de setembro apresentaremos o Plano Municipal de Saneamento de Ilhabela e seremos rígidos quanto à execução desse serviço”, disse o parlamentar, sem explicitar se haverá assinatura do contrato com a autarquia.

Outros parlamentares, entre eles Nanci Zanato (Cidadania), já tem posição definida sobre esse assunto. A vereadora é taxativa em afirmar que pelo que a Sabesp já apresenta no município “não tem a menor condição de ser a responsável pelo serviço.”

Marquinhos Guti endossa o que fala Nanci, e acrescenta que o Plano de Saneamento terá de ser obedecido à risca e rigorosamente. Em vezes anteriores ele já havia deixado claro sua posição defendendo que o contrato não podia ser feito de qualquer forma entendendo que o contrato e o plano de saneamento passassem pela Câmara. “Tem de ser estabelecido um contrato que atenda integralmente os interesses e necessidades da população”, explicou.

ZONA DO ESGOTO – Um problema acompanhado pelo parlamentar é a possível transferência da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do Itaquanduba), que fica em um bairro residencial que leva o mesmo nome da estação para outra localidade.

“Existe a possibilidade real de isso acontecer e até já temos uma área destinada para isso, que fica no Bananal é um local afastado da área central”, disse o parlamentar. “Não é justo para os moradores do Itaquanduba ter no bairro um equipamento que exala mau cheiro diuturnamente”, disse Marquinhos Guti, lembrando que a ETE gera todo o tipo de problemas não só à população vizinha como ao próprio Canal de Ilhabela, onde o emissário despeja dejetos.

Por conta disso os moradores do bairro estão se articulando para pedir que a estação seja levada para outro local. Eles já contataram várias autoridades políticas do município para obter sucesso no intento, tendo inclusive confeccionado abaixo-assinados para engrossar a reivindicação.

EMISSÁRIO – Itaquanduba

Gazeta Regional

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