Matriz de São José é restaurada para se tornar santuário católico em 2020

Em março a igreja será elevada a santuário; obras visam restaurar a arte, a cultura e a fé da cidade

Por Giovanna Figueiredo / Fotos: Bruno Arib

Inaugurada no dia 30 de outubro de 1911, a Igreja Matriz São José de Salesópolis carrega em suas paredes imagens e pinturas com mais de 100 anos de história. A cor amarela em seu exterior, muito característica e parte da lembrança da maioria das pessoas que conhece a igreja, não se parece em nada com a pintura original, em tons de bege e terra cota.

Nos Livros de Tombo consultados pelo restaurador José Paulos dos Santos há relatos de muitas dificuldades na construção do templo, pois foram os próprios fiéis que a construíram. Relata o mesmo livro que, quando chegou um carregamento de tijolos para a construção, o mesmo foi depositado muito distante do local, dificultando o andamento da obra.

Após verificar o problema, realizou-se uma procissão em louvor ao Santíssimo Sacramento colocando no itinerário o local onde havia sido depositado o tijolo. Essa procissão foi realizada atraindo inúmeros fiéis vindos de várias partes da região e, ao passar pelas pilhas de tijolo, cada um empunhava um tijolo, levando-o até à obra.

TRADIÇÃO – A verdade é que a população salesopolense tem muita fé e essa fé atraí gente de toda parte para as missas da 1° quinta-feira do mês. Essa peregrinação rendeu à paróquia a elevação para santuário. A cerimônia será no dia 19 de março de 2020, dia de São José.

Para coroar essa elevação e resgatar a história da Igreja, o prédio está passando por um processo de restauração na parte exterior, voltando à sua cor original e também passará por pequenos restauros na parte interior da igreja, marcada pela beleza e riqueza de detalhes.

De acordo com os Padres Miller e Danilo, responsáveis pelo local, a restauração é um passo importante no processo de elevação da igreja.
Para o restaurador responsável pela obra, José Paulo, o serviço resgata tradição e fé.

Seminarista Cleber Zuanon da Silva

“A arte é forma de um povo se expressar. Se a gente recuperar aquilo que foi primitivo, a gente consegue recuperar não só a história, mas também a fé”, finalizou o seminarista Cleber Zuanon da Silva.

Toda obra está sendo feita através de doação dos fiéis. Se você tem o desejo de ajudar, a Igreja disponibilizou uma conta para doações. Conta poupança do Banco Bradesco, agência 0411, conta 009100-6.

Gazeta Regional

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