Ministério Público quer Fábia Porto longe da Prefeitura de Santa Isabel

Quase um ano depois do primeiro afastamento, prefeita enfrenta novo embate com a Justiça

Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib

A PGJ (Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo) – que investiga crimes de prefeitos-, denunciou nesta semana a prefeita de Santa Isabel, Fábia Porto (PRB), por corrupção e lavagem de dinheiro no caso PEM Transportes. Por este motivo, o órgão ligado ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo) solicitou à Justiça o afastamento de Fábia do cargo de prefeita. Quase um ano depois, a republicana vê seu governo novamente em risco.

A PGJ emitiu o parecer sobre o caso entre Fábia Porto e a empresa de ônibus PEM depois de analisar transações financeiras na compra de uma mansão em um condomínio de luxo, em Santa Isabel, quando Fábia foi eleita prefeita em 2016. O valor da compra do imóvel foi de R$ 1,3 milhão.

De acordo com a defesa, Fábia é inocente e nenhum aviso sobre estes fatos chegou formalmente até seu conhecimento. Por outro lado, para a PGJ, a prefeita recebeu ao longo do suposto esquema criminoso a quantia de R$ 880 mil em “propina” – este valor deve ser ressarcido para a cidade.

O que chama atenção neste caso é que em 2016 Fábia Porto declarou todos seus bens em cerca de R$ 99 mil, conforme consta no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ou seja, R$ 1,2 milhão a menos do que ela tinha em sua conta para comprar a mansão. A mansão situada num condomínio de luxo, fica no próprio município, e tem 590m2, mas está bloqueada pela Justiça até que tudo seja resolvido.

SEQUÊNCIA – Não é a primeira vez que Fábia Porto vê seu governo ser ‘bombardeado’ por denúncias e acusações. Esta mesma acusação também tirou Fábia Porto do cargo de prefeita em novembro de 2018. Naquela ocasião, o vice-prefeito Carlos Chinchilla (PSDB) assumiu o comando da cidade, no entanto, por cerca de sete horas. Neste meio tempo, outras instâncias da Justiça determinaram que Fábia voltasse ao cargo.

Agora, quase um ano depois, Fábia novamente pode ver seu governo acabar antes da hora. A prefeitura foi questionada, no entanto, até o fechamento desta edição, não respondeu.

ISENTA – A Câmara de Santa Isabel foi questionada sobre o que pretende fazer em vista destas denúncias, porém, o Poder Legislativo disse em nota que “não houve nenhuma comunicação oficial à Câmara”, e que “não teve acesso ou conhecimento algum sobre o teor e as provas da ação proposta pelo MP, logo, não tem condição de tecer qualquer comentário a respeito do caso”, e acrescentou: “Portanto, qualquer manifestação nesse sentido será mera especulação.”

Santa Isabel tem governo de faz de conta, diz Chinchilla

A GAZETA procurou o vice-prefeito de Santa Isabel, Carlos Chinchilla (PSDB). Por telefone ele disse: “Como isabelense vejo com muita tristeza a situação do município. Não somente a notícia da solicitação do afastamento, mas a crise na governabilidade e de credibilidade da gestão municipal”, disse o vice-prefeito.

“Governabilidade porque tenta-se esconder do povo a falta de planejamento financeiro que resultou em atrasos de pagamentos a prestadores, subvenções da saúde a Santa Casa e fornecedores em geral. Crise essa já apontada por mim ao assumir poucas horas a prefeitura e mostrar o desequilíbrio financeiro”, afirmou. Dr. Carlos Chinchilla completou dizendo que: “A falta de ajustes soma-se a crise de credibilidade de um governo de faz de conta. Para variar, quem sofre é o povo. E por esse povo, continuo como sempre estive, à disposição conforme manda nossa constituição e espera o eleitor isabelense, que espera que a justiça seja finalmente feita.”

Gazeta Regional

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