Moradores afirmam que Brás Cubas é uma cidade que cresce dentro de Mogi das Cruzes

Já houve até um movimento pela separação do município, que queria partir em ‘carreira solo’

Por Aristides Barros / Fotos: Bruno Arib

Com 35 bairros e população estimada em torno de 120 mil habitantes, o Distrito de Brás Cubas é uma cidade dentro da cidade de Mogi das Cruzes, cujos equipamentos públicos relevantes como o Hospital Municipal, Fórum, Delegacia de Polícia e comércio pujante – com rede franquias destacadas – dão ao distrito aspecto de “capital mogiana”. Não obstante ao “status”, Brás Cubas, segundo os moradores mais antigos que ajudaram na evolução da localidade, ainda o têm como um lugar tranquilo, “ótimo de morar”.

Entre os comerciantes, Ricardo Silingardi, 50 anos, morador há 26 anos e dono de farmácia em atividade há 20 anos no local. “Eu nunca fui assaltado, por isso digo que é sossegado, o melhor local para morar”, afirmou, dizendo que ainda fica admirado com a marcha progressista do distrito.

Morador antigo – está em Brás Cubas desde 1959 -, o advogado Joaquim Carlos Paixão, 81, rasga elogios ao distrito onde foi administrador regional de 1997 a 2000. “Aqui tem de tudo e você não precisa sair para outros lugares”, disse, acrescentando ser um “brascubense”.

O advogado é proprietário da Imobiliária Escritório Paixão e se orgulha pelo fato de atuar na venda de imóveis e ter contribuído para aumentar o número de moradores na localidade. “Demos a nossa parte de contribuição pelo crescimento de Brás Cubas e, hoje, vendo a potência do distrito, nos dá muito contentamento por ter participado disso”, destacou.

Há 30 anos na casa da Rua Pastor Rosivaldo Lopes dos Santos, Ivair Nane Romeu, 57, resumiu. “Morar em Brás Cubas é muito bom, tem a subdelegacia, o corpo dos bombeiros, a estação ferroviária. Cresceu bastante, tem uma “vida” independente de Mogi”, sintetiza.

O dentista Valdemis Lopes dos Santos, 72, mora há 70 anos no distrito. “Era bem abandonado, não tinha calçamento, não tinha nada. Hoje é maravilhoso, gosto muito de viver aqui e não sairia para outro lugar”, falou. “Aqui vivi bons e maus momentos”, afirmou, dizendo que um dos momentos difíceis foi a perda do irmão em um acidente de automóvel. O nome do irmão leva o nome da rua onde reside já há 40 anos, a Pastor Rosivaldo Lopes dos Santos.

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