Moradores cobram melhorias para o Parque São Martinho

Em protesto realizado no dia 12, população chamou a atenção para a urgência de serviços de responsabilidade da prefeitura no bairro. Foto. Lailson Nascimento

 

Por Lailson Nascimento

De Mogi

 

Protesto realizado por moradores do Parque São Martinho, em Mogi das Cruzes, chamou a atenção de quem utilizava a avenida Japão no sábado, 12. Descontente com a ausência de serviços públicos na região, um grupo formado por mais de 50 pessoas fechou a via com lixo e ateou fogo. O ato, segundo eles, foi organizado para mostrar a urgência de uma ação efetiva da Prefeitura de Mogi das Cruzes em diversas demandas locais.

O aposentado Bernardino Jesus de Souza apresentou à reportagem uma ficha de demanda enviada à administração municipal em 19 de novembro de 2015. No documento, que reivindicava à época a limpeza da estrada Rio Grande (antiga estrada Aroeira), a própria prefeitura estipulou como prazo de resposta o dia 20 de janeiro de 2016. Passados dois meses após o prazo estipulado, nada foi executado pelo órgão, segundo Souza. “A estrada virou um depósito de lixo. Pessoas chegam aqui, despejam o que querem e vão embora, sem qualquer tipo de fiscalização da prefeitura. Limpeza também não há. É um absurdo!”, lamenta.

Segundo o jardineiro Iter Alves, o descarte irregular de lixo ocorre frequentemente. “Já pedimos mais fiscalização várias vezes, mas isso não ocorre. Jogam animais mortos, pneus e todo tipo de lixo. O problema é a agressão ao meio ambiente, até porque existe a mina do rio Generoso a 50 metros da estrada, que está sendo contaminada e soterrada”, apontou.

 

Manutenção

Para a estrada, os moradores também solicitam manutenção, já que, atualmente, a via está com condições deficitárias de tráfego. A dona de casa Creusa dos Santos Nohara diz que os buracos a impedem de levar o filho de 13 anos para a fisioterapia. “Meu filho tem que fazer a fisioterapia todos os dias, mas, nesse período de chuva, fica complicado levá-lo. E o pior é que ele não é atendido pelas vans que fazem o transporte gratuito de cadeirantes”. Creusa disse que o local também não conta com linha de ônibus, o que agrava a situação.

 

Marcelo Brás

Presente à manifestação, o líder comunitário engrossou as reivindicações dos moradores. “A prefeitura não tem olhado para essa parte de Brás Cubas, infelizmente. Não é de hoje que temos reivindicado melhorias. Espero que o nosso prefeito olhe com mais carinho para a nossa população”.

 

Prefeitura

Em nota, cujo conteúdo segue na íntegra, a prefeitura se posicionou em relação às demandas apresentadas pela população.

“O Departamento de Limpeza Pública, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, informa que já havia enviado uma equipe ao local para fazer a limpeza do trecho final da avenida Japão, início da estrada Rio Grande, na altura do Parque São Martinho, dias atrás. O tempo chuvoso, contudo, inviabilizou a realização dos trabalhos. Os serviços permanecem no cronograma e estão previstos para serem executados na próxima semana. Quanto aos reparos da via, a demanda foi incluída no cronograma de serviços e deve ser executada ao longo dos próximos dias, conforme a disponibilidade operacional das equipes de manutenção da Secretaria de Serviços Urbanos. Sobre o caso de Creusa, a Secretaria Municipal de Assistência Social sugeriu que a dona de casa entre em contato, porque fornece o transporte gratuito. Sobre a demanda de uma linha do transporte coletivo municipal, a Secretaria Municipal de Transportes informa que fará estudos de viabilidade”.

Gazeta Regional

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